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Indianos se apressam com acordos de exportação de açúcar

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Traders indianos assinaram acordos para exportar 300 mil toneladas de açúcar bruto na próxima temporada, já que as condições vantajosas do mercado reduzem o risco de fechar contratos antes que a Índia anuncie sua política de exportação para 2022/23. As informações foram dadas por fontes do comércio à Reuters.

O governo indiano impôs restrições às vendas de açúcar no exterior pela primeira vez em seis anos, quando limitou as exportações em 11,2 milhões de toneladas na safra 2021/22, encerrada em 30 de setembro, para evitar um aumento nos preços domésticos depois que as usinas venderam volumes recordes no mercado global.

As exportações da Índia, o maior produtor mundial de açúcar, podem pesar nos preços globais, mas aumentam a oferta em toda a Ásia. “Como os preços globais e a rupia estão favoráveis, algumas casas comerciais compraram açúcar bruto para embarques de novembro a dezembro”, disse Rahil Shaikh, diretor administrativo da MEIR Commodities India, à Reuters.

Três outras fontes confirmaram à Reuters, os acordos de exportação, recusando-se a ser identificadas por causa da política de suas empresas de falar com a mídia.

As casas comerciais estão garantindo suprimentos antes da nova temporada e podem enviar açúcar para as refinarias da Indonésia, Bangladesh e Dubai com base nos preços. “Assinar contratos com antecedência é um pouco arriscado, mas os traders estão assumindo esse risco”, afirmou um revendedor de Mumbai com uma casa comercial global.

Ao contrário do Brasil, as usinas indianas produzem principalmente açúcar branco. No entanto, alguns traders estariam incentivando as usinas do estado de Maharashtra e do vizinho Karnataka a produzir açúcar bruto no início da temporada e contratando essa quantidade para exportação.

A nova safra da Tailândia ficará disponível para exportação a partir de janeiro e os comerciantes indianos estão ansiosos para exportar para países asiáticos como Indonésia e Bangladesh no trimestre de dezembro, disse outro negociante de Mumbai.

Tradução RPAnews, com informações da Reuters

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