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Indústrias de biocombustíveis dos EUA se opõem a restrições marítimas contra a China

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Importantes grupos agrícolas dos Estados Unidos estão pedindo ao governo que revise ou remova as propostas de restrições comerciais marítimas contra a China, que podem aumentar custos e prejudicar as exportações norte-americanas de etanol e de milho.

A Associação Nacional dos Produtores de Milho (NCGA) e a Growth Energy, maior associação comercial de biocombustíveis do país, alertaram o Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR) que as medidas podem tornar os produtos dos EUA menos competitivos globalmente.

No ano passado, o USTR concluiu que os esforços chineses para manter uma vantagem competitiva nos setores marítimo, logístico e de construção naval eram “irracionais” e “oneravam ou restringiam o comércio dos EUA”.

Diante disso, o escritório propôs tarifas portuárias para empresas americanas que utilizam embarcações construídas ou operadas por chineses, com algumas cobranças chegando a US$ 1,5 milhão. O plano também exigiria que a maior parte das exportações dos EUA utilizasse navios de bandeira e construção americana.

O presidente da NCGA, Kenneth Hartman Jr., destacou que os agricultores do país já enfrentam desafios com o aumento nos custos de insumos, a volatilidade nos preços das commodities e as “oportunidades estagnadas de acesso ao mercado”.

“Adicionar mais pressão financeira por meio de custos de transporte mais altos pode resultar em mais instabilidade para nossos membros, particularmente aqueles que dependem dos mercados globais de exportação para permanecerem competitivos”, disse em nota.

Segundo a NCGA, as taxas propostas devem aumentar o custo do transporte de grãos a granel, o que inclui o milho. De acordo com a Federação Agrícola Americana, esses exportadores podem enfrentar um custo adicional de transporte de US$ 372 milhões a US$ 930 milhões por ano, disse a associação em comunicado. “Esses custos podem se traduzir em um adicional de US$ 0,34 a US$ 0,64 por bushel de milho, que quase sempre é repassado ao agricultor”, completa.

Enquanto isso, o vice-presidente de assuntos regulatórios da Growth Energy, Chris Bliley, disse que a proposta resultaria em preços mais altos e menos competitivos, além de reduzir a demanda por exportações dos EUA e aumentar o preço de insumos importados para a produção de etanol.

Bliley também mencionou a concorrência com o Brasil. “Outros países estão tomando medidas para aliviar o custo do comércio e expandir suas exportações de etanol”, afirmou em comunicado, destacando que o Brasil está buscando atualmente um acordo comercial com a União Europeia que daria à sua indústria de etanol maior e mais fácil acesso ao mercado europeu.

Agência Estado

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