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Lucro líquido da Jalles bate recorde e avança 78,5%, alcançando R$ 692,3 milhões na Safra 2022/23

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O grupo Jalles, maior exportador mundial de açúcar orgânico e uma das maiores produtoras de açúcar e etanol da região Centro-Oeste, registrou  na safra 2022/23 lucro líquido de R$ 692,3 milhões, valor 78,5% superior aos R$387,9 milhões registrados na safra 2021/22.

A companhia, que moeu 5.093,5 milhões de toneladas na temporada 2022/23, teve uma receita bruta 11,1% superior à safra anterior, saindo de R$ 1.727,9 milhões nos para R$ 1.920,3 milhões. No período, o destaque ficou por conta do incremento da receita com a comercialização de etanol anidro e açúcar orgânico.

Segundo a companhia, em divulgação de seus resultados,  a receita bruta com a comercialização de etanol anidro e hidratado totalizou R$ 918,0 milhões na safra 2022/23, comparado a R$ 756,7 milhões na safra 2021/22, o que representa uma evolução de 21,3%. Já a receita bruta do açúcar alcançou R$ 849,9 milhões, ante R$ 779,1 milhões nos 9M22. A receita de comercialização de CBIO foi de R$ 23,3 milhões na safra 2022/23, comparado com R$ 20,7 milhões na safra 2021/22.

No Lucro Caixa, apesar da queda de 139,6% trimestre contra trimestre, no comparativo entre as safras 2021/22 e 2022/23 houve uma diminuição do Lucro Caixa na ordem de 28,6%, saindo de R$ 396,9 milhões para R$ 283,5 milhões, respectivamente. Essa queda se dá, principalmente, de acordo com a companhia, pelo ajuste de Ganho por Compra Vantajosa.

A receita operacional líquida no 4T23 totalizou R$ 269,5 milhões, queda de 28,4% em relação ao 4T22 quando foi de R$ 376,2 milhões. Considerando o acumulado da safra 2022/23, a receita líquida somou R$ 1.707,5 milhões, alta de 17,8% em relação aos R$ 1.449,1 milhões registrados no mesmo período da safra anterior.

O crescimento em termos percentuais na receita líquida anual é superior ao registrado na receita bruta no decorrer do mesmo período devido ao acréscimo das vendas no mercado externo e consequente menor recolhimento de impostos, bem como menor carga tributária no etanol.

“A receita bruta no 4T23 somou R$ 296,2 milhões, diminuição de 33,2% ante os R$ 443,7 milhões registrados no 4T22. O destaque positivo vai para o incremento da receita com a comercialização de açúcar orgânico (+68,1%). A receita bruta teve redução no trimestre devido à concentração da comercialização nos nove primeiros meses da safra”, afirmou a companhia em seu relatório de resultados.

Na comparação entre as safras, a receita bruta do açúcar orgânico foi 22,5% maior no mercado interno e 41,2% no mercado externo, somando R$ 274,0 milhões, ante R$ 198,2 milhões na safra 2021/2022. A parcela da receita bruta oriunda das exportações totalizou R$ 261,9 milhões, 13,6% da receita total da safra, comparado a R$ 203,3 milhões na safra 2021/22, quando as exportações responderam por 11,8% do total. O aumento é reflexo da retomada dos embarques de açúcar orgânico que tem se intensificado desde o segundo trimestre de 2022/23.

O resultado operacional, EBIT, do quarto trimestre da safra 2022/23, foi de R$ 76,4 milhões, 25,7% maior frente ao montante de R$ 60,8 milhões registrado no 4T22. No total de 2022/23, esse indicador alcançou R$ 976,6 milhões ante R$ 751,9 milhões no mesmo período da safra anterior, o que evidencia crescimento de 29,9%. O indicador recebeu o impacto do ganho por compra vantajosa na safra 2022/23.

Considerando o EBIT Ajustado (ajuste realizado pela exclusão da Equivalência Patrimonial, do Ganho por Compra Vantajosa e a Variação do Ativo Biológico), o indicador somou R$ 74,1 milhões no 4T23 (margem de 27,5%), 56,3% a menos do que os R$ 169,4 milhões no 4T22 (margem de 45,0%). No acumulado da safra 2022/23, o valor alcançou R$ 580,3 milhões (margem de 34,0%) ante R$ 700,0 milhões (margem de 48,3%), recuo de 17,1%. Vale ressaltar que considerando este indicador Proforma, o EBIT Ajustado foi de R$ 669,5 milhões, recuo de 4,4% em relação à safra anterior.

Devido à queda da receita e por um lucro líquido menor devido aos ajustes de MTM (marcação a mercado do preço do açúcar), o EBITDA Ajustado da Jalles atingiu R$ 165,7 milhões no 4T23, reduzindo em 39,2% ante o registrado no mesmo trimestre da safra anterior, quando foi de R$ 272,6 milhões.

A margem EBITDA Ajustado foi de 61,5%, 11,0 p.p. inferior em relação aos 72,5% apurados no 4T22. Na safra 2022/23, o EBITDA Ajustado somou R$ 1.161,8 milhões, 5,8% acima dos R$ 1.098,4 milhões na safra anterior. A margem EBITDA Ajustado foi de 68,0%, o que representa redução de 7,8% em relação aos 75,8% apurados em 2021/22. Para este indicador Proforma o resultado EBITDA Ajustado foi ainda mais significativo, chegando a R$ 1.596,1 milhões, com uma margem de 77,6%, valor superior ao da Safra 21/22

De acordo com a administração da Jalles, o ano safra encerrado em 31 de março de 2023 foi repleto de desafios. “Fomos assertivos em
transformá-los em oportunidades, por meio de muito trabalho, empenho e comprometimento de cada um dos nossos 5.384 colaboradores. As iniciativas, os projetos e os resultados, inclusive com alguns recordes, somaram diversas conquistas que se traduzem em sentimentos de orgulho e de dever cumprido e nos motivam para ir ainda mais longe.

A produtividade dos canaviais da Jalles na safra 2022/23 fechou com uma média de 84,5 t/ha e o ATR 142,7 kg/t. De acordo com a companhia, a produtividade foi afetada pelo regime de chuvas, que concentrou as precipitações nos meses de novembro e dezembro de 2021, este último com muito sombreamento, o que prejudicou o desenvolvimento do canavial.

“Contudo, compensamos parcialmente a perda de produtividade com ganhos no ATR por hectare. Já para a safra 2023/24 o regime de chuvas já se mostrou mais favorável e deve beneficiar a nossa produtividade. Outro ponto bastante relevante foram as medidas fiscais (ICMS e PIS/COFINS) pelo governo em 2022, além de mudanças na política de preços dos combustíveis, prejudicando de forma contundente a paridade etanol/gasolina, o que provocou a redução do preço do etanol, parcialmente compensado pelo crédito outorgado. Diante disso, fomos ágeis em identificar os diferentes cenários ao longo do exercício, priorizando a comercialização ou estoque de acordo com a nossa leitura do mercado”, afirmaram.

Investimento em capacidade e produção de açúcar

A Jalles informou ainda que segue o seu plano de investimento para aumentar em 1 milhão de toneladas a sua capacidade de processamento
nas unidades Jalles Machado (UJM) e Otávio Lage (UOL).

“Olhando para frente, vemos que os desafios se renovam, mas que a nossa motivação avança em velocidade maior. Como mencionado, até o momento, para a safra 2023/24 não temos expectativas de impactos negativos originados por condições climáticas. Temos acompanhado a alta do preço do açúcar em vista à nossa política de hedge, dado que esta commodity atingiu os maiores patamares das últimas décadas. Nesse sentido, em 21 de junho de 2023, o nosso Conselho de Administração aprovou a implantação de uma fábrica de açúcar VHP na SVAA que deverá entrar em operação na safra 2024/25”, disse a companhia.

Com investimento estimado de R$ 170 milhões, a nova fábrica terá capacidade de produzir 15.000 sacas de 50kg de açúcar VHP (equivalente a 750 toneladas) por dia, totalizando 150 mil toneladas por safra. Além disso, adicionará flexibilidade no mix de produção da SVAA cuja
produção de açúcar poderá chegar até 52% na safra 2024/25.

Natália Cherubin para RPAnews

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