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Moagem da Cocal cresce no 2T26 e semestre soma 6,4 milhões t

Cocal terá planta de biometano
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Açúcar mantém participação de 66% no mix, EBITDA ajustado soma R$ 708,9 milhões no semestre e lucro líquido recua 78,6% na comparação anual.

A Cocal encerrou o segundo trimestre da safra 2025/26 (2T26) com avanço expressivo na moagem de cana-de-açúcar, alcançando 3,7 milhões de toneladas entre julho e setembro, alta de 16,4% em relação ao mesmo período da safra anterior, desempenho favorecido por condições climáticas mais secas e maior disponibilidade operacional, o que permitiu recuperar o atraso provocado pelo excesso de chuvas no início da safra. No acumulado dos seis primeiros meses do ciclo (6M26), a moagem totalizou 6,4 milhões de toneladas, permanecendo alinhada ao volume observado no mesmo período de 2024/25. Os dados são os mais recentes divulgados pela companhia em dezembro de 2025.

Os indicadores agrícolas da Cocal mostraram evolução positiva. A produtividade (TCH) atingiu 75,6 t/ha no semestre, crescimento de 4,6% em relação ao 6M25, enquanto o ATR médio recuou 2,5%, para 132,0 kg/t. Como resultado, o TAH chegou a 10,0 t/ha, alta de 2,0% na comparação anual. Segundo a empresa, esse desempenho reflete os investimentos realizados na renovação e manejo do canavial, aliados a condições climáticas mais favoráveis ao desenvolvimento da matéria-prima. Mantendo a diretriz da safra anterior, o mix destinado ao açúcar foi de 66% no acumulado, aumento de 1 ponto percentual frente ao 6M25, sustentado por um cenário ainda favorável de preços.

Com maior disponibilidade de matéria-prima e melhora operacional, o ATR produzido no 2T26 somou 533 mil toneladas, avanço de 11,1% frente ao mesmo trimestre da safra anterior. No acumulado do semestre, o volume total de ATR produzido foi de 876 mil toneladas, queda de 3,5% em relação ao 6M25. A Cocal também destacou a continuidade do ciclo de investimentos, incluindo renovação agrícola, confiabilidade operacional e expansão, com avanço na construção da segunda planta de biogás em Paraguaçu Paulista (SP), parcialmente financiada pelo BNDES Fundo Clima, além do início do processo de ampliação da capacidade de moagem.

Fonte: Relatório de Resultados Cocal – Dezembro 2025

Margens firmes apesar do recuo de receita

A receita operacional líquida da Cocal atingiu R$ 564,9 milhões no 2T26, retração de 19,8% em relação ao mesmo período do ano anterior, enquanto no acumulado do semestre somou R$ 1,28 bilhão, queda de 14,4% frente ao 6M25. O EBITDA Ajustado totalizou R$ 358,7 milhões no trimestre, redução de 28,0% na comparação anual, com margem de 63,5%. No acumulado dos seis meses, o EBITDA Ajustado foi de R$ 708,9 milhões, queda de 22,2%, com margem de 55,4%.

O EBIT Ajustado somou R$ 150,1 milhões no 2T26, recuo de 50,4%, e R$ 202,1 milhões no semestre, queda de 54,3%. Já o lucro líquido atingiu R$ 41,9 milhões no trimestre, retração de 78,0%, e R$ 56,8 milhões no acumulado, queda de 78,6% em relação ao mesmo período do ano anterior.

A dívida líquida ajustada da companhia, de acordo com dados do relatório de safra, encerrou setembro em R$ 2,11 bilhões, o que corresponde a alavancagem de 1,59 vez o EBITDA Ajustado dos últimos 12 meses. A empresa destacou que a posição de caixa e equivalentes era suficiente para cobrir integralmente a dívida com vencimento até o final da safra 2027/28. Os investimentos (Capex) do semestre totalizaram R$ 625,4 milhões, com foco em manutenção, expansão agrícola, melhorias operacionais e novos produtos.

Para a safra 2025/26, a Cocal mantém a projeção de moagem entre 7,8 e 8,6 milhões de toneladas de cana-de-açúcar, apoiada na recuperação dos indicadores de produtividade ao longo da colheita, nos efeitos positivos das chuvas do início do ciclo e no contínuo avanço em eficiência agrícola e industrial.

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