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A moagem de cana-de-açúcar na segunda quinzena de maio atingiu 43,23 milhões de toneladas, registrando avanço de 1,90% em relação a quantidade verificada em igual período da última safra, quando foram processadas 42,42 milhões de toneladas.

No detalhamento por regiões, o estado de São Paulo mantém o ritmo do ciclo passado, com 25,88 milhões de toneladas processadas — ligeira retração de 0,04%. Os demais estados do Centro-Sul registraram avanço de 4,92%, atingindo 17,35 milhões de toneladas de cana-de-açúcar moída na segunda metade de maio deste ano.

No acumulado desde o início do ciclo 2021/2022 até 1º de junho, a moagem totalizou 129,65 milhões de toneladas, ante 145,47 milhões de toneladas registradas no mesmo período de 2020 — queda de 10,88%. A retração é determinada especialmente pelo atraso no início de safra no estado de São Paulo, que tem redução na moagem acumulada de 18,78%.

Dados preliminares apurados pelo Centro de Tecnologia Canavieira (CTC) para o mês de maio, considerando uma amostra comum de 78 unidades, registraram produtividade de 79,16 toneladas por hectare colhido no mês, ante 87,60 toneladas observadas no mesmo período na safra 2020/2021 — queda de 9,63% no rendimento agrícola.

Em relação a qualidade matéria-prima, na segunda quinzena de maio a concentração de Açúcares Totais Recuperáveis (ATR) por tonelada de cana-de-açúcar processada apresentou aumento de 2,69% na comparação com o mesmo período do último ciclo agrícola, com 137,43 kg de ATR por tonelada colhida. No acumulado desde o início da safra até 1º de junho, o indicador avança 1,24% no Centro-Sul, registrando 128,27 quilos de ATR por tonelada de cana-de-açúcar.

O estado de São Paulo, embora tenha apresentado um ligeiro aumento na qualidade da cana processada na quinzena (+0,61%), ainda apresenta retração no indicador acumulado, com o valor de 127,63 kg de ATR por tonelada de cana (-0,62%). No restante dos estados do Centro-Sul nota-se aumento generalizado do indicador, com destaque para a região de Mato Grosso do Sul (139,51 kg de ATR por ton — aumento de 9,0% ) e Paraná (136,95 kg de ATR por ton — aumento de 4,3%).

Na segunda quinzena de maio, 244 unidades estavam em operação, sendo 238 processadoras de cana-de-açúcar, 5 exclusivas de etanol de milho e 1 usina flex. Na mesma data da safra 2020/2021, 248 unidades haviam iniciado o processamento de cana-de-açúcar. Para a primeira quinzena de junho, outras 9 unidades devem iniciar a moagem no Centro-Sul.

Produção de açúcar e de etanol

A produção de açúcar na segunda quinzena de maio totalizou 2,62 milhões toneladas (+2,59%) e a de etanol 1,99 bilhão de litros (+9,16%). Do volume total de etanol produzido, o hidratado representou 1,19 bilhão de litros (-7,04%). A produção de etanol anidro, por sua vez, mantém trajetória ascendente, com 801,7 milhões de litros – avanço de 47,05% em relação ao mesmo período da safra 2020/2021.

No acumulado desde o início da safra até 1º de junho, o açúcar e o etanol hidratado ainda registram retrações frente a produção observada no ciclo agrícola anterior. A produção do adoçante totalizou 7,15 milhões de toneladas fabricadas (-11,12%), enquanto a fabricação acumulada do biocombustível alcançou 3,97 bilhões de litros (-13,18%). Em sentido contrário, a produção acumulada de etanol anidro apresenta aumento de 11,27% até 1º de junho, com 1,85 bilhão de litros produzidos na safra 2021/2022.

“O ritmo de produção observado garante o pleno abastecimento do mercado de combustíveis nacional e o cumprimento da mistura obrigatória de etanol anidro na gasolina. Neste momento não há qualquer tipo de restrição na oferta do biocombustível nas usinas”, esclarece Antonio de Padua Rodrigues, diretor técnico da União da Indústria de Cana-de-Açúcar (UNICA).

Na segunda quinzena de maio, foram fabricados 118,52 milhões de litros de etanol a partir de milho ante 57,37 milhões de litros no mesmo período do ciclo 2020/2021 – avanço de 106,58%. No acumulado desde o início da safra 2021/2022 até 1º de junho, a produção atingiu 456,88 milhões de litros, crescimento de 30,25% na comparação com igual período da safra passada.

Vendas de etanol

Em maio, as unidades produtoras do Centro-Sul comercializaram 2,47 bilhões de litros de etanol, registrando avanço de 11,8% em relação ao mesmo período da safra 2020/2021. No acumulado desde o início da safra 2021/2022 até 1º de junho, o aumento nas vendas é de 14,88%, totalizando 4,62 bilhões de litros comercializados.

No mercado interno, em maio, o volume de etanol hidratado vendido alcançou 1,48 bilhão de litros (+1,01%). As vendas domésticas de etanol anidro, por sua vez, totalizaram 840,35 milhões de litros no mês, o que representa crescimento de 42,26% na comparação com 2020. No acumulado desde o início da safra, as vendas domésticas de etanol anidro totalizam 1,48 bilhão de litros (+35,62%) e as de etanol hidratado 2,93 bilhões de litros (+ 8,17%).

“O avanço nas vendas de etanol anidro em maio retrata a provável recuperação do consumo de combustíveis no mês e a maior transferência de produto para o atendimento da região Norte-Nordeste”, explica Rodrigues.

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