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Monções fracas na Índia impulsionam açúcar e reacendem preocupações com oferta global

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Déficit de chuvas no início da temporada de monções e riscos associados ao El Niño sustentam recuperação dos preços do açúcar nas bolsas internacionais.

O mercado internacional de açúcar voltou a registrar alta após novas preocupações com a safra da Índia, segundo análise da Barchart. Os contratos do açúcar bruto em Nova York e do açúcar branco em Londres avançaram diante dos sinais de enfraquecimento das monções indianas, fator que pode comprometer a produção do segundo maior produtor mundial da commodity.

De acordo com o Departamento Meteorológico da Índia, o volume acumulado de chuvas estava 32% abaixo da média histórica até meados de junho. A temporada de monções, que ocorre entre junho e setembro, é fundamental para o desenvolvimento das lavouras de cana-de-açúcar no país. A notícia levou investidores a recompor posições compradas e sustentou a recuperação dos preços após recentes quedas.

Além do clima na Índia, o mercado monitora os possíveis impactos do fenômeno El Niño. A agência meteorológica do Japão confirmou recentemente a formação do evento climático no Oceano Pacífico, aumentando os receios de redução das chuvas em importantes regiões produtoras de açúcar, como Índia e Tailândia.

O cenário climático também tem provocado revisões nas projeções globais. A Organização Internacional do Açúcar (ISO) estima que a produção mundial na safra 2026/27 recue para cerca de 180 milhões de toneladas e projeta um déficit global de aproximadamente 262 mil toneladas, atribuindo parte desse resultado aos riscos climáticos associados ao El Niño.

Por outro lado, a perspectiva de oferta continua relativamente confortável no curto prazo. A própria ISO estima uma safra global de 182 milhões de toneladas em 2025/26, com superávit de 2,2 milhões de toneladas. Na Índia, o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) projeta excedente de 2,5 milhões de toneladas em 2026/27, enquanto a produção brasileira segue elevada, embora haja expectativa de maior direcionamento da cana para a fabricação de etanol.

Outro fator observado pelo mercado é o comportamento do petróleo. A recente queda dos preços do óleo reduziu a atratividade do etanol, o que pode incentivar usinas a destinarem mais cana para a produção de açúcar, ampliando a oferta global e limitando movimentos mais expressivos de alta.

Preços

Os contratos futuros do açúcar encerraram a sessão em alta. O açúcar bruto negociado em Nova York avançou 1,02%, enquanto o açúcar branco negociado em Londres registrou ganho de 1,70%, refletindo as preocupações dos investidores com o clima na Índia e seus possíveis efeitos sobre a oferta global.

Com inforações da Barchart

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Ep. 27: Como a tecnologia está transformando as fábricas de açúcar?

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