Faleceu na madrugada desta quarta-feira, 11, em João Pessoa (PB), o produtor rural Antônio Uchôa de Castro, aos 86 anos. Cofundador da Associação dos Plantadores de Cana da Paraíba (Asplan), ele dedicou cerca de 70 anos de sua vida à cultura canavieira, tornando-se um dos personagens mais respeitados do setor no estado.
Ele deixa viúva, Josita Gondim Uchôa de Castro, e os filhos Álamo Gondim Uchôa de Castro, Adalberto Quinto de Castro, Ricardo Gondim Uchôa de Castro e Geórgia Gondim Uchôa de Castro. O velório acontece em João Pessoa e o sepultamento está previsto para esta quinta-feira, 12, em Alagoa Grande (PB).
Reconhecido entre produtores e lideranças do agronegócio como a própria história viva da cana-de-açúcar paraibana, Uchôa de Castro construiu uma trajetória marcada pela perseverança e pelo amor à atividade agrícola. Ao longo de décadas, enfrentou adversidades climáticas, crises financeiras e desafios estruturais do setor, sem jamais perder a confiança na cultura que sempre defendeu com entusiasmo e altivez.
Ele costumava afirmar que “a cana-de-açúcar é a cultura mais forte, rica e mais bonita de todas”, frase que sintetizava sua visão sobre a importância econômica e social da atividade para o Nordeste e para a Paraíba. Produtor em Alagoa Grande, município onde mantinha sua propriedade e possuía fortes vínculos familiares, Antônio Uchôa deixa um legado inalienável.
Além da atuação no campo, o produtor teve papel decisivo na organização e fortalecimento institucional dos produtores paraibanos. Como um dos cofundadores da Asplan, contribuiu para consolidar a entidade como uma das principais vozes do setor canavieiro no estado.
O presidente da Asplan, José Inácio de Morais, destacou o legado deixado pelo produtor e sua contribuição histórica para a entidade e para o desenvolvimento da cultura da cana-de-açúcar na Paraíba.
“Seu Antônio Uchôa foi um dos pilares da Asplan. Participou da construção da entidade com visão, coragem e compromisso com os produtores. Era um homem que acreditava profundamente na força da cana-de-açúcar e trabalhou a vida inteira para defender e fortalecer o setor. Perdemos uma grande referência, mas seu exemplo e sua história continuarão inspirando as atuais e futuras gerações de produtores”, afirmou.