Home Últimas Notícias MPF consegue que somente Ibama autorize queimas de palha de cana-de-açúcar
Últimas Notícias

MPF consegue que somente Ibama autorize queimas de palha de cana-de-açúcar

Compartilhar

TRF4 acatou pedidos do MPF e determinou ao IAT que não conceda mais autorizações e que o Ibama só licencie após estudo de impacto ambiental.

A pedido do Ministério Público Federal (MPF), o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) informou à Justiça Federal que está cumprindo a sentença para que promova com exclusividade o procedimento de licenciamento ambiental para queima controlada da palha de cana-de-açúcar na região de Jacarezinho (PR), no norte do Paraná. De acordo com a decisão, em ação civil pública movida pelo MPF, o licenciamento só pode ser concedido pelo Ibama, que deverá respeitar a exigência de estudo de impacto ambiental (EIA/RIMA), e o Instituto Água e Terra do Estado do Paraná (IAT/PR) não poderá mais conceder ou renovar autorizações para a atividade.

A sentença permite, de forma facultativa, a elaboração de um único EIA/RIMA a ser realizado pelas usinas sucro-alcooleiras e produtores rurais independentes da região, desde que bem fundamentado e completo. Tal estudo de impacto ambiental, de acordo com os pedidos do MPF, deve analisar precisamente as consequências da queima da palha de cana-de-açúcar para a saúde humana e do trabalhador, as áreas de preservação permanente, os remanescentes florestais, a flora e fauna locais, as populações indígenas e para a atmosfera e sua relação com o efeito estufa.

“Considerando o trânsito em julgado da condenação, que impôs o dever dos executados em garantir a tutela efetiva do meio ambiente ecologicamente equilibrado em relação ao objeto da lide, impõe-se o processamento do presente cumprimento de sentença”, registrou o procurador da República Raphael Otávio Bueno em petição encaminhada ao juízo da 1ª Vara Federal de Jacarezinho, solicitando que o Ibama se manifestasse sobre o cumprimento da sentença.

MPF entrou contra IAT

O MPF entrou com ação civil pública contra o IAT, Ibama e União em fevereiro de 2007, conseguindo liminar e sentença parcialmente favoráveis aos seus pedidos no mesmo ano, proferidas pela Justiça Federal de primeira instância. Mas tanto o Ibama como o IAP – o Instituto Ambiental do Paraná, antiga denominação do IAT – apresentaram recursos ao TRF4 que suspenderam os efeitos da sentença.

Diante de uma decisão do TRF4 que anulou a sentença obtida em primeira instância, o MPF buscou, em 2010, por meio da via extrajudicial, uma conciliação com os dois institutos referente à necessidade de EIA-RIMA no procedimento de licenciamento ambiental. Tal tentativa, no entanto, não foi bem-sucedida e o MPF pediu novamente que o TRF4 decidisse em favor do seu pedido na ação.

Em maio de 2011, a Justiça Federal em Jacarezinho proferiu nova sentença de mérito e alterou a sentença inicial, de 2007, mantendo a maior parte de suas determinações favoráveis aos pedidos do MPF. Houve novas apelações à sentença de mérito, que só teve seu trânsito certificado como julgado em outubro de 2022. Finalmente, em abril deste ano, a pedido do MPF, o Ibama comprovou para a Justiça que está cumprindo a decisão.

Com informações do MPF
Compartilhar

Episódio 20: Murchamento: A Nova Ameaça da Cana | DaCana Cast

Episódio 19: Ameaça a produtividade dos canaviais: doenças e nematoides. Como se proteger?

Enviamos diariamente um boletim informativo com destaques do setor sucroenergético

Artigo Relacionado
Últimas Notícias

Incêndio atinge usina da Atvos em Nova Alvorada do Sul (MS)

Chamas chegaram às esteiras de bagaço de cana-de-açúcar; fogo foi controlado pela...

raízen
Últimas Notícias

Raízen reconhece “incerteza significativa” sobre continuidade operacional

A Raízen informou em suas demonstrações financeiras do terceiro trimestre da safra 2025/26 que...

Últimas NotíciasDestaque

Raízen registra prejuízo de R$15,6 bilhões no 3T 25/26

Moagem da Raízen soma 70,3 mi t na safra, recua 9,3%, e...

Últimas Notícias

Fim do risco sacado (e não o E2G) explica disparada na dívida da Raízen

Empresa já trocou R$ 10,9 bilhões em operações de risco sacado por...