Home Últimas Notícias Na COP30, Mapa quer captar recursos internacionais para recuperação de áreas degradadas
Últimas Notícias

Na COP30, Mapa quer captar recursos internacionais para recuperação de áreas degradadas

Compartilhar

O ministro da Agricultura, Carlos Fávaro, disse que uma das estratégias da pasta na 30ª Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas (COP30) é captar recursos internacionais para a recuperação de pastagens degradadas.

“A estratégia é mostrar o arranjo produtivo, para onde vamos crescer, apresentar os programas para o futuro (da agropecuária), sempre com o objetivo de captar recursos internacionais para que possamos recuperar as áreas degradadas, investir na agricultura familiar, investir na produção sustentável, investir em bioinsumos e investir na modernização”, afirmou Fávaro na segunda-feira, 17, nos bastidores da AgriZone, em Belém (PA).

Um dos projetos alvo das investidas de captação de recursos pelo ministério é o programa Caminho Verde Brasil, que prevê a recuperação e conversão de 40 milhões de hectares de pastagens degradadas em áreas produtivas em dez anos, com custo estimado de US$ 120 bilhões. O programa será apresentado na AgriZone e na BlueZone, área de negociações diplomáticas da COP.

Nesta quarta-feira, 19, o ministério assinará um convênio de cooperação técnica com a Embrapa e a Agência de Cooperação Internacional do Japão (Jica), voltado à cooperação e investimentos para recuperação de pastagens.

Fávaro afirmou ainda que há também a intenção de captação de recursos internacionais para ampliação e disseminação da pesquisa agropecuária, desenvolvida pela Embrapa, pelos países tropicais.

“É uma COP em que temos a oportunidade de mostrar também ao mundo o modelo produtivo da agropecuária brasileira. Isso é muito relevante, com a certeza de que todos vão levar a impressão verdadeira de que o Brasil é um grande player na produção de alimentos e energias com responsabilidade ambiental”, defendeu o ministro.

De acordo com Fávaro, a agropecuária brasileira vai mostrar na COP as práticas adotadas até hoje e que a tornaram líder mundial na produção de alimentos e, também, os caminhos para o futuro, aliando produção de alimentos, sustentabilidade e tecnologia na produção.

“Afinal de contas, não há contradição. Produzir e preservar é fundamental, porque um dos grandes ativos da produção de alimentos é o clima. O agro veio aqui para desmistificar a forma como os produtores brasileiros produzem e mostrar ao mundo que a imensa maioria dos produtores têm boas práticas”, afirmou.

Reuters| Isadora Duarte

Compartilhar
Artigo Relacionado
Últimas Notícias

Situação no Estreito de Ormuz segue impulsionando alta do petróleo

Os preços do petróleo fecharam em alta nesta sexta-feira, 21, impulsionados pelo...

Últimas Notícias

Argentina quer mais etanol no tanque e menos milho no mercado externo

Com produção recorde de etanol prevista para 2026, país eleva mistura na...

Últimas Notícias

Pernambuco prevê moagem de 13 milhões de toneladas de cana na safra 2026/27

Produção de etanol deve alcançar 390 milhões de litros, alta de 9,2%,...

Últimas NotíciasOpinião

Açúcar: narrativas não pagam margem

O mercado de açúcar entrou numa fase em que fundamentos, fluxo e...