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Novo presidente da Conab gera críticas por parte do agronegócio por proximidade com MST

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A escolha de Edegar Pretto, pelo governo Lula, para ser o novo presidente da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) gerou críticas por parte do agronegócio. Pretto é deputado do PT, foi o mais votado para a Assembleia Legislativa gaúcha em eleições anteriores e é filho de Adão Pretto, um dos fundadores do MST (Movimento dos Sem-Terra).

A escolha foi feita pelo ministro do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar, Paulo Teixeira, na última sexta-feira, 6, que afirmou que o nome de Pretto foi escolhido a partir de diálogo estabelecido com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, e também houve uma conversa com ministro da Agricultura, Carlos Fávaro.

Na última sexta-feira, a Aprosoja-MT (Associação de Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso) criticou a proximidade do novo governo com o MST. Segundo a Aprosoja-MT, a “aproximação aos movimentos de invasão de terra que preocupa muito o setor produtivo, porque a essência da produção é a propriedade privada”, afirmou em nota.

A Conab, empresa pública vinculada ao Ministério da Agricultura, passou a aparecer na estrutura do Ministério do Desenvolvimento Agrário no novo governo, segundo decreto publicado no dia 1º de janeiro.  Em fala a jornalistas nesta sexta-feira, conforme matéria da Reuters, o novo presidente da Conab, formado em gestão pública, disse que jamais abandonará suas origens, ao citar ter orgulho de ser filho de um dos fundadores do MST.

Mas ressaltou que, quando foi presidente da assembleia gaúcha, houve “grandes consensos”, algo que ele quer levar para o nível nacional. Procurado pela Reuters, o Ministério da Agricultura não comentou imediatamente sobre assuntos relacionados à Conab nem as avaliações feitas pela Aprosoja-MT.

Teixeira chamou Pretto de “expoente” da agricultura no Rio Grande do Sul e disse que a Conab vai ter papel muito importante no novo governo, seja na realização de compras públicas ou na formação de estoques, com foco na agricultura familiar.

Teixeira disse que tem conversado com Fávaro sobre o assunto e lembrou dos planos do ministro da Agricultura de ter uma grande área voltada para a “inteligência” na agricultura na Conab, capaz de prever o tamanho da safra com mais acurácia, entre outros objetivos.

Pretto disse que o novo governo quer restabelecer o papel da Conab, que foi “abandonado” no último governo, de uma agência que realiza compras de produtos agrícolas quando os preços estão baixos e os vende ao mercado quando as cotações estão altas, visando o bem estar da população, que quer alimentos baratos, e de agricultores, que precisam de uma produção bem remunerada. “As políticas foram abandonadas no último governo, e isso contribuiu para elevar os preços da cesta básica, temos de enfrentar a inflação de alimentos”, afirmou ele, conforme divulgou a Reuters.

Com informações da Reuters/Roberto Samora
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