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A Empresa de Pesquisa Energética (EPE), vinculada ao Ministério de Minas e Energia (MME), divulgou, na segunda-feira (8), estudo sobre oferta e demanda de biocombustíveis.

O mais recente caderno do Plano Decenal de Expansão de Energia 2031 (PDE 2031) apresenta projeções que consideram os sinais positivos advindos do estabelecimento da Política Nacional dos Biocombustíveis (RenovaBio) e também desdobramentos decorrentes da pandemia da covid-19, cujos impactos deverão ser observados com mais intensidade no curto prazo.

As projeções da oferta de etanol alcançam 46 bilhões de litros em 2031, considerando a cana-de-açúcar (primeira e segunda geração) e o milho. A demanda de etanol carburante atinge 43 bilhões de litros, sendo que o balanço associado se apresenta como positivo em todo o período decenal.

Sobre o potencial técnico de exportação de eletricidade proveniente do bagaço de cana-de-açúcar, o estudo indica um patamar de 6,2 GW médio no final do horizonte, podendo ser ampliado com a consideração de palhas e pontas.

Em relação ao biodiesel, as projeções consideram o percentual de adição ao diesel B conforme estabelecido pela legislação vigente. A demanda alcança 11,5 bilhões de litros até 2031 e o óleo de soja mantém-se como a principal matéria-prima. A soma das capacidades produtivas e demandas regionais evidencia um balanço também positivo em todo horizonte de estudo.

Para outros biocombustíveis, destaca-se o potencial de biogás, que alcança 6,5 bilhões de Nm³ em 2031. Para o bioquerosene de aviação, estima-se produção consorciada com diesel verde (HVO), BioNafta e BioGLP, para atendimento às metas estabelecidas no período.

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