Home Últimas Notícias Partido contesta pontos do RenovaBio sobre créditos de descarbonização no STF
Últimas Notícias

Partido contesta pontos do RenovaBio sobre créditos de descarbonização no STF

Renovabio
Compartilhar

O PRD ajuizou no Supremo Tribunal Federal (STF) uma ação direta de inconstitucionalidade contra artigos da lei que instituiu a Política Nacional de Biocombustíveis, conhecida como RenovaBio. O partido sustenta que trechos da lei ferem ao princípio da isonomia por estabelecer que, entre toda a cadeia, apenas os distribuidores de combustíveis fósseis sejam obrigados a compensar suas emissões de carbono por meio da compra de CBios, que são créditos de descarbonização emitidos por produtores e importadores de biocombustíveis.

Segundo o PRD, uma das consequências desse processo é o repasse dos gastos ao consumidor por meio do preço da gasolina. A legenda, então, requer a suspensão da eficácia dos dispositivos antes de 31 de março deste ano, data em que os distribuidores devem apresentar à Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) os resultados da meta anual e individual, firmados no RenovaBio.

A expectativa é que a concessão de liminar suspenderia o repasse dos custos ao consumidor e evitaria aumento no preço do combustível. Em 2023, o volume de negociações de CBios na bolsa de valores ultrapassou a marca de R$ 8 bilhões, segundo o Ministério de Minas e Energia. O ministro Nunes Marques foi sorteado para relatar o caso no âmbito da ADI 7.596.

Na peça, assinada pelos advogados Ezikelly Barros, Flávio Schegerin e Alberto Moreira, do escritório Moreira e Schegerin Advogados, o PRD argumenta que o artigo 7º da Lei do RenovaBio é discriminatório por atribuir somente aos distribuidores a responsabilidade de descarbonizar toda a cadeia de combustíveis fósseis, já que são os únicos obrigados a adquirir os títulos de descarbonização, sob pena de multa proporcional à quantidade de Crédito de Descarbonização que deixou de ser comprovada, que vai de R$ 100 mil a R$ 500 mil.

Além disso, o partido contesta os artigos 4º, inciso I, 6º, 9º e 10º da legislação, com a justificativa de que a norma não só fere ao princípio da isonomia, como “do poluidor pagador, da ordem econômica, da livre iniciativa e concorrência, da defesa ao consumidor, do não confisco, da proporcionalidade, da razoabilidade e violação do Acordo de Paris”.

Em consequência, o partido afirma que a legislação causa “aumento do preço final dos combustíveis, da inflação e da emissão de GEEs – em decorrência do incontroverso aumento do consumo de combustíveis fósseis – que geram resultados opostos aos compromissos firmados nesse Acordo e que vão de encontro a vários preceitos constitucionais”.

Por fim, afirma que a intenção não é acabar com o RenovaBio. “Ao contrário, essa ação direta objetiva alinhar as suas disposições aos preceitos constitucionais e dar efetividade ao programa, transformando-o em uma ferramenta que garanta o cumprimento das metas e compromissos firmados para a transição energética brasileira”, diz.

O documento segue: “O que se pretende, pois, é o controle de constitucionalidade para expurgar do ordenamento a discriminatória seleção, e com resultados sancionatórios severos, dos distribuidores de combustíveis, como o único segmento econômico eleito para suportar os altíssimos custos da compra dos CBios para o atingimento de metas individuais de redução das emissões de GEEs, mediante aposentação daqueles títulos”.

Jota/Grasielle Castro

Compartilhar

Episódio 32: Manutenção de mancais: como evitar falhas e paradas durante a safra?

Episódio 31: Como aumentar a confiabilidade dos acionamentos mecânicos nas usinas?

Enviamos diariamente um boletim informativo com destaques do setor bioenergético 

Artigo Relacionado
Últimas Notícias

Operação Crédito Oculto ataca esquema de lavagem de dinheiro no setor de combustíveis

Terceira fase da operação Carbono Oculto sobre atuação do crime organizado em...

Últimas Notícias

Atvos usa bioinsumos em 100% das áreas de plantio de cana

Companhia amplia manejo biológico nas oito unidades agroindustriais e informa avanço de...

AçúcarÚltimas Notícias

StoneX reduz estimativas de superávit global de açúcar em 2025/26 e de déficit em 2026/27

O mercado global de açúcar terá superávit de 1,45 milhão de toneladas...

Últimas Notícias

Estados Unidos reduzem cota de importação de açúcar bruto do Brasil

Países poderão exportar volume menor após anúncio de nova distribuição tarifária do...