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Petróleo cai 5% na semana, sem escalada da guerra e com cautela por demanda

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O preço do petróleo fechou em baixa nesta sexta-feira, 3, e caiu até 5% no acumulado da semana, com o mercado vendo grandes produtores da commodity se abstendo de um envolvimento direto na guerra entre Israel e Hamas. Uma rodada de dados fracos de emprego e serviços nos EUA também pesou na cotação, ao sugerir uma perspectiva mais pessimista para a demanda global.

Na New York Mercantile Exchange (Nymex), o petróleo WTI para dezembro fechou em queda de 2,36% (US$ 1,95), a US$ 80,51 o barril, e o Brent para janeiro, negociado na Intercontinental Exchange (ICE), caiu 2,25% (US$ 1,96), a US$ 84,89 o barril.

“Os traders se tornam mais confiantes de que a tensão no Oriente Médio permanecerá razoavelmente contida, apesar das recusas de Israel de aceitar um cessar-fogo”, comentou o analista Michael Hewson, da CMC Markets.

Os investidores digeriram as declarações do líder do Hezbollah, Hassan Nasrallah. Embora tenha elogiado o ataque do Hamas a Israel, ele negou que seu grupo tenha tido participação no planejamento da investida e rechaçou a possibilidade de entrar em guerra direta com o país.

O payroll e o índice de gerentes de preços (PMI), referentes aos EUA, também pressionaram os preços do petróleo, segundo o analista Craig Erlam, da Oanda. “Todos esses dados mais suaves podem vir como um alívio para os formuladores de política do Fed, mas pesaram no petróleo, com uma economia mais fraca indicando demanda mais branda”, escreveu ele.

A Capital Economics destacou ainda os PMIs da China, vistos ao longo da semana. “Inesperadamente, a atividade chinesa abrandou em outubro, com especial fraqueza na indústria”, observou.

Todos esses fatores parecem ter contornado sinais de restrição na oferta global. Nos EUA, o número de poços e plataformas de petróleo em atividade recuou oito na semana, a 496, segundo a Baker Hughes.

Já o ministro de Energia da Rússia disse esperar que as exportações russas de petróleo e derivados caiam mais de 300 mil barris por dia em novembro, na comparação com a média entre maio e junho deste ano.

Agência Estado
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