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Petróleo cai conforme investidores ignoram saída de Biden

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Os preços do petróleo caíram pela segunda sessão consecutiva nesta segunda-feira, 22, atingindo o nível mais baixo em mais de um mês, conforme os investidores ignoraram a decisão do presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, de encerrar sua candidatura à reeleição e se concentraram no aumento dos estoques e nos sinais de fraca demanda.

Os contratos futuros do petróleo Brent caíram US$ 0,23, ou 0,3%, para se estabelecerem em US$ 82,40 por barril, o menor valor desde 11 de junho. Os contratos futuros do petróleo bruto West Texas Intermediate (WTI) dos EUA para entrega em agosto expiraram na segunda-feira, depois de cair US$ 0,35, para US$ 79,78 por barril, também o menor valor em um mês.

Biden encerrou sua campanha no domingo, 21, e apoiou a vice-presidente Kamala Harris como a democrata que deve enfrentar o republicano Donald Trump na eleição de novembro.

Os traders reagiram com calma à decisão de Biden, enquanto ignoravam a escalada das tensões no Oriente Médio, escreveu a mesa de operações da distribuidora de combustíveis TACenergy na segunda-feira. Os agentes do mercado estavam se concentrando em uma perspectiva técnica fraca, amplos estoques e demanda fraca, acrescentou.

Embora o mercado de petróleo esteja visivelmente apertado, espera-se que atinja um equilíbrio até o quarto trimestre e chegue a um excedente até o próximo ano, arrastando os preços do Brent para a faixa de US$ 70 ou mais em 2025, de acordo com analistas do Morgan Stanley.

Os estoques globais de petróleo aumentaram na semana passada, de acordo com uma análise da StoneX. Os estoques totais de petróleo e produtos refinados estão tendendo a aumentar em todos os principais centros comerciais, exceto na Europa, observou o analista da consultoria, Alex Hodes.

A política energética provavelmente será um ponto central de debate entre Harris e Trump, mas os analistas do Citi acreditam que nenhum dos dois promoverá políticas que tenham efeito extremo sobre as operações de petróleo e gás como posições centrais.

O Federal Reserve dos EUA realizará uma reunião de política monetária em 30 e 31 de julho, e os investidores esperam que ele mantenha as taxas estáveis, embora tenha havido sinais de um possível corte em setembro. “Se tivermos uma indicação de um corte nas taxas (de curto prazo), o Fed poderá ser positivo para ativos sensíveis a risco, como o petróleo”, disse o analista do UBS, Giovanni Staunovo.

Reuters/Shariq Khan
Com reportagem de Paul Carsten, Georgina McCartney, Katya Golubkova e Colleen Howe
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