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Petróleo em alta impulsiona açúcar, mas melhora das chuvas na Índia limita preocupações com oferta

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Os contratos futuros do açúcar encerraram a sexta-feira (17) em forte alta nas bolsas internacionais, impulsionados pela valorização do petróleo. Em Nova York, o contrato outubro/26 do açúcar bruto avançou 2,70%, encerrando cotado a 14,83 centavos de dólar por libra-peso. Em Londres, o contrato outubro/26 do açúcar branco subiu 3,37%, fechando em US$ 469,10 por tonelada.

O principal fator de sustentação do mercado foi a disparada do petróleo. O WTI avançou mais de 4% na sexta-feira e atingiu o maior nível em um mês, movimento que fortalece a competitividade do etanol e pode incentivar usinas ao redor do mundo a destinarem uma parcela maior da cana para a produção do biocombustível, reduzindo a oferta de açúcar.

Na sessão anterior, porém, os preços haviam recuado para os menores níveis em três semanas, após a melhora das chuvas de monção na Índia aliviar parte das preocupações com a safra do país.

Chuvas melhoram, mas seguem abaixo da média

De acordo com o Departamento Meteorológico da Índia (IMD), o acumulado das chuvas de monção no país apresentava déficit de 24% em relação à média histórica até 17 de julho. O cenário representa uma melhora significativa em relação ao déficit de 42% registrado no fim de junho.

Apesar dessa recuperação, as preocupações com a produção indiana continuam presentes. O Ministério de Ciências da Terra da Índia alerta que a atual temporada de monções pode ser a mais fraca dos últimos 11 anos, o que pode comprometer a produtividade da cana-de-açúcar e reduzir a colheita do segundo maior produtor mundial da commodity. A temporada de monções no país ocorre entre junho e setembro.

Fundos ampliam posição comprada

Outro ponto acompanhado pelo mercado é o posicionamento dos fundos de investimento. Dados do relatório semanal Commitment of Traders (COT) mostraram que os fundos ampliaram em 716 contratos suas posições líquidas compradas no açúcar branco negociado na ICE de Londres na semana encerrada em 14 de julho, totalizando um recorde de 58.847 contratos líquidos comprados, na série histórica iniciada em 2011.

Segundo analistas, uma posição comprada tão elevada pode aumentar a volatilidade do mercado, já que eventuais movimentos de realização de lucros tendem a ampliar as quedas de preços.

Nas últimas três semanas, os preços do açúcar registraram forte recuperação. Em Nova York, os contratos atingiram na última quarta-feira o maior patamar para o vencimento mais próximo em dois meses. Já em Londres, os preços alcançaram, na última terça-feira, o maior nível em aproximadamente dez meses.

A valorização recente continua refletindo as preocupações com o desenvolvimento das monções na Índia e seus possíveis impactos sobre a oferta global de açúcar.

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