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Petróleo em alta, real valorizado e menor oferta sustentam preços do açúcar no mercado internacional

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Cotações avançam com suporte do etanol e redução das projeções de superávit global

Os preços do açúcar avançaram na quinta-feira, com o contrato em Londres atingindo o maior nível em duas semanas, sustentados pela alta do petróleo, valorização do real e perspectivas de menor oferta global.

O contrato do açúcar bruto com vencimento em maio subiu 0,03 centavo de dólar, ou 0,2%, e encerrou a sessão a 13,6 centavos de dólar por libra-peso. Por sua vez, o contrato mais ativo de açúcar branco subiu 0,9%, para US$ 427,50 a tonelada.

A elevação das cotações do petróleo, que subiram mais de 3% no dia, reforça a competitividade do etanol e pode levar usinas a direcionarem maior volume de cana para a produção do biocombustível em detrimento do açúcar, reduzindo a oferta da commodity no mercado.

Outro fator de suporte veio do fortalecimento do real frente ao dólar, que atingiu o maior patamar em dois anos. A valorização da moeda brasileira tende a desestimular as exportações por parte dos produtores do país, restringindo a oferta global.

As perspectivas de menor produção no Brasil também contribuem para a sustentação dos preços. O USDA projeta a produção brasileira de açúcar em 42,5 milhões de toneladas na safra 2026/27, queda de 3% na comparação anual, refletindo o maior direcionamento de cana para etanol.

O mercado também reage a riscos logísticos no comércio internacional. A possibilidade de interrupções no Estreito de Ormuz levanta preocupações sobre o fluxo global de açúcar. Segundo a Covrig Analytics, o fechamento da rota já impacta cerca de 6% do comércio mundial da commodity, limitando a produção de açúcar refinado.

Além disso, há sinais de redução no superávit global de açúcar. A Covrig revisou sua estimativa para a safra 2026/27 para 800 mil toneladas, abaixo dos 1,4 milhão de toneladas projetados anteriormente.

Na mesma direção, a trading Czarnikow reduziu sua projeção de superávit global para 2026/27 para 1,1 milhão de toneladas, ante 3,4 milhões estimados em fevereiro. Para a safra 2025/26, a estimativa também foi revisada para baixo, de 8,3 milhões para 5,8 milhões de toneladas.

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