Home Mercado Petróleo em queda pressiona açúcar e reforça cenário de oferta abundante no mercado global
MercadoÚltimas Notícias

Petróleo em queda pressiona açúcar e reforça cenário de oferta abundante no mercado global

Compartilhar

Desvalorização do petróleo e do real brasileiro favorece produção e exportação, enquanto avanço da safra no Brasil amplia pressão sobre as cotações

Os preços do açúcar registraram queda nos mercados internacionais nos últimos dias, pressionados principalmente pela desvalorização do petróleo e do real frente ao dólar. A combinação desses fatores reduz a atratividade do etanol e incentiva as usinas a direcionarem uma parcela maior da cana para a produção de açúcar, ampliando a oferta da commodity no mercado global.

Na terça-feira (9), o contrato julho do açúcar bruto negociado em Nova York encerrou o pregão cotado a 14,07 centavos de dólar por libra-peso, com recuo de 0,28%. Já o açúcar branco negociado em Londres, para vencimento em agosto, fechou a US$ 445,00 por tonelada, praticamente estável, com leve queda de 0,02%.

Segundo analistas, a recente fraqueza do mercado de energia tem sido um dos principais fatores de pressão para o açúcar. A queda dos preços do petróleo reduz a competitividade do etanol frente aos combustíveis fósseis, aumentando a tendência de que as usinas priorizem a produção de açúcar.

Outro fator baixista é o comportamento do câmbio. A desvalorização do real torna as exportações brasileiras mais atrativas, estimulando as vendas externas e aumentando a disponibilidade do produto no mercado internacional.

Além dos fatores macroeconômicos, os fundamentos seguem apontando para uma oferta confortável. Dados da Unica mostram que a produção de açúcar na região Centro-Sul atingiu 2,475 milhões de toneladas em abril da safra 2026/27, crescimento de 55,3% em relação ao mesmo período do ciclo anterior. O teor de sacarose da cana também avançou, alcançando 112,58 quilos por tonelada processada.

A pressão sobre os preços também encontra suporte no aumento da oferta de outros importantes exportadores. A Tailândia, segundo maior exportador mundial de açúcar, elevou suas exportações em 29% entre janeiro e abril deste ano na comparação com igual período de 2025.

Apesar do viés negativo no curto prazo, o mercado continua monitorando as condições climáticas nas principais regiões produtoras. Possíveis impactos de um evento El Niño sobre os regimes de chuva em países como Brasil, Índia e Tailândia permanecem no radar dos investidores, podendo alterar as perspectivas de oferta nas próximas safras.

No momento, porém, a combinação entre oferta elevada, avanço da produção brasileira, crescimento das exportações asiáticas e fraqueza do petróleo segue limitando uma recuperação mais consistente das cotações internacionais do açúcar.

Com informações da Barchart

Compartilhar

Episódio 32: Manutenção de mancais: como evitar falhas e paradas durante a safra?

Episódio 31: Como aumentar a confiabilidade dos acionamentos mecânicos nas usinas?

Enviamos diariamente um boletim informativo com destaques do setor bioenergético 

Artigo Relacionado
Últimas Notícias

Operação Crédito Oculto ataca esquema de lavagem de dinheiro no setor de combustíveis

Terceira fase da operação Carbono Oculto sobre atuação do crime organizado em...

Últimas Notícias

Atvos usa bioinsumos em 100% das áreas de plantio de cana

Companhia amplia manejo biológico nas oito unidades agroindustriais e informa avanço de...

AçúcarÚltimas Notícias

StoneX reduz estimativas de superávit global de açúcar em 2025/26 e de déficit em 2026/27

O mercado global de açúcar terá superávit de 1,45 milhão de toneladas...

Últimas Notícias

Estados Unidos reduzem cota de importação de açúcar bruto do Brasil

Países poderão exportar volume menor após anúncio de nova distribuição tarifária do...