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Petróleo encerra sessão no vermelho após semana de forte baixa

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Os preços do petróleo fecharam em baixa nesta sexta-feira, 10, encerrando uma semana marcada por uma queda após o anúncio de um cessar-fogo no Oriente Médio e diante de negociações entre os Estados Unidos e o Irã.

O barril de Brent do Mar do Norte, para entrega em junho, caiu 0,75%, a US$ 95,20. Seu equivalente americano, o West Texas Intermediate (WTI), para maio, recuou 1,33% e foi a US$ 96,57 por barril. No fechamento da semana anterior, o WTI havia alcançado US$ 111,54 e o Brent, US$ 109,03.

No entanto, os preços despencaram na quarta-feira após o anúncio de uma trégua entre Teerã e Washington. Ainda assim, permanecem longe de seus níveis anteriores ao conflito. “Mesmo que essa trégua se mantenha e leve a um cessar-fogo mais duradouro, prevemos que os preços do petróleo cairão gradualmente”, advertiu a economista-líder da Oxford Economics, Nancy Vanden Houten.

“A questão central para o mercado de petróleo é se o tráfego marítimo no Estreito de Ormuz será retomado. Por enquanto, não há indícios de que isso vá acontecer”, observou o analista de commodities Carsten Fritsch, do Commerzbank.

A navegação continua dificultada nessa estratégica rota marítima petrolífera, que o Irã praticamente bloqueou desde o início da guerra, em 28 de fevereiro, apesar de sua reabertura ter sido uma condição imposta pelos Estados Unidos para um cessar-fogo.

Os investidores acompanham de perto a situação no Paquistão, onde estão previstas para este fim de semana conversas entre americanos e iranianos.

Porém, um alto funcionário iraniano exigiu uma trégua no Líbano e o descongelamento dos ativos de seu país antes de qualquer negociação de paz com os Estados Unidos, o que levanta dúvidas sobre a concretização desse diálogo.

A Casa Branca prometeu “tentar realizar negociações construtivas”. Mas também pediu a Teerã que “não brinque com os Estados Unidos”.

O mercado aguarda com interesse dois relatórios mensais importantes nos próximos dias, um da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) e outro da Agência Internacional de Energia (IEA), que podem lançar nova luz sobre a instabilidade no Oriente Médio.

 

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