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Açúcar recua com perspectiva de oferta global elevada e pressão de produção na Índia e no Brasil

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Os preços do açúcar seguem pressionados no mercado internacional e ampliaram as perdas ao longo da última semana, com o contrato em Nova York atingindo o menor nível em cinco semanas e o de Londres recuando para a mínima em quatro semanas, diante de sinais de oferta global mais confortável.

O contrato de açúcar bruto com vencimento em maio fechou em queda de 0,17 centavo de dólar, ou 1,2%, a 13,75 centavos de dólar por libra-peso, atingindo seu valor mais baixo desde o início de março. Por sua vez, o contrato mais ativo de açúcar branco caiu US$ 1,30, ou 0,3%, a US$ 412,30 por tonelada, atingindo seu valor mais baixo desde o início de março.

O movimento ocorre em meio à leitura de que o balanço global da commodity tende a permanecer abastecido. De acordo com informações do mercado, o governo da Índia não pretende impor restrições às exportações de açúcar neste ano, reduzindo preocupações de que o país pudesse direcionar maior volume de cana para a produção de etanol após as recentes disrupções no mercado de petróleo.

Além disso, dados divulgados pela federação nacional das cooperativas açucareiras indianas indicam que a produção do país na safra 2025/26, no período de 1º de outubro a 31 de março, avançou 9% na comparação anual, somando 27,12 milhões de toneladas, reforçando o viés de maior disponibilidade global.

No Brasil, o cenário também contribui para a pressão baixista. Segundo dados da Unica, a produção acumulada de açúcar na região Centro-Sul na safra 2025/26, entre outubro e meados de março, atingiu 40,25 milhões de toneladas, alta de 0,7% em relação ao mesmo período do ciclo anterior. O mix açucareiro também avançou, com as usinas direcionando 50,61% da cana para a fabricação de açúcar, acima dos 48,08% registrados no ano passado.

Apesar da tendência de queda recente, o mercado chegou a ensaiar um movimento de alta no início da semana, quando os preços atingiram máximas de quase seis meses em Nova York e mais de seis meses em Londres, impulsionados pela valorização do petróleo. A alta da commodity energética elevou a atratividade do etanol, o que poderia estimular usinas a reduzir a produção de açúcar.

Outro fator de sustentação pontual veio das restrições logísticas no comércio global. O fechamento do Estreito de Ormuz tem impactado o fluxo internacional da commodity e, segundo a Covrig Analytics, já afetou cerca de 6% do comércio mundial de açúcar, limitando a oferta de produto refinado.

Ainda assim, o avanço da produção em grandes players globais e a ausência de restrições relevantes às exportações seguem predominando na formação dos preços, mantendo o mercado sob viés de baixa no curto prazo.

Com informações da Barchart

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