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Petróleo fecha com alta de 4,7% por conflito no Oriente Médio

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Os indicadores de referência do petróleo fecharam em alta de 4,7% nesta terça-feira, 3, à medida que o conflito entre os Estados Unidos e Israel com o Irã se intensifica, afetando os embarques de combustível e aumentando os temores de novas interrupções no fornecimento de petróleo e gás do Oriente Médio.

Os futuros do petróleo Brent subiram US$ 3,66, ou 4,7%, para US$ 81,40 o barril, o maior valor de fechamento desde janeiro de 2025. O Brent subiu 12% desde o início do conflito, no sábado.

Já o petróleo West Texas Intermediate (WTI), negociado nos EUA, avançou US$ 3,33, ou 4,7%, para US$ 74,56 o barril, o maior nível de fechamento desde junho.

A guerra aérea dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã se ampliou desde os primeiros ataques dos israelenses no sábado, 28.

O Iraque, segundo maior produtor de petróleo da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep), atrás da Arábia Saudita, reduziu a produção em quase 1,5 milhão de barris por dia (bpd). Os cortes podem mais que dobrar em poucos dias, já que o país está ficando sem espaço para armazenar o petróleo que não pode exportar devido à crise.

O Irã respondeu com ataques contra a infraestrutura energética regional e petroleiros no Estreito de Ormuz, por onde normalmente passa um quinto do petróleo e do gás natural liquefeito do mundo.

Navios-tanque e porta-contêineres estão evitando a hidrovia depois que as seguradoras cancelaram a cobertura para embarcações e as taxas globais de transporte de petróleo e gás dispararam.

As preocupações aumentaram depois que a mídia iraniana informou na segunda-feira, 2, que uma autoridade de alto escalão da Guarda Revolucionária Iraniana disse que o Estreito de Ormuz está fechado, alertando que o Irã atirará em qualquer navio que tentar passar.

“Embora haja preocupações com o fluxo de petróleo pelo Estreito de Ormuz, um risco maior para o mercado seria o Irã atacar outras infraestruturas de energia na região. Isso poderia levar a interrupções mais prolongadas”, afirmaram analistas do ING em nota.

Desde o início dos ataques na região, a infraestrutura de petróleo e gás em vários países foi fechada devido a danos ou como medida de precaução.

O Catar interrompeu a produção de gás natural liquefeito, Israel interrompeu a produção em alguns campos de gás, a Arábia Saudita fechou sua maior refinaria e a produção no Curdistão iraquiano praticamente cessou.

Analistas esperam que os preços do petróleo permaneçam elevados nos próximos dias, enquanto os mercados se concentram no impacto da escalada do conflito.

Na segunda-feira, a Bernstein elevou sua previsão para o preço do petróleo Brent em 2026 de US$ 65 para US$ 80 por barril, mas afirmou que os preços poderiam chegar a US$ 120 ou US$ 150 em um caso extremo de conflito prolongado.

Reuters| Shadia Nasralla

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