Os preços do petróleo fecharam em alta nesta sexta-feira, 5, impulsionados pela estagnação diplomática em torno da guerra na Ucrânia e devido a uma onda de frio nos Estados Unidos que ameaça fazer disparar a demanda por combustíveis para calefação.
O preço do barril de Brent do mar do Norte para entrega em fevereiro avançou 0,77%, para US$ 63,75. Já seu equivalente americano, o barril de West Texas Intermediate (WTI) para entrega em janeiro fechou em alta de 0,69% e voltou a se situar acima da barreira dos US$ 60, a US$ 60,08.
“À vista da situação geopolítica entre Rússia e Ucrânia, parece pouco provável que se alcance um acordo de paz em um futuro próximo”, comentou o analista sênior de mercado do Price Futures Group, Phil Flynn, à AFP.
Negociadores ucranianos voltaram a se reunir na sexta-feira, em Miami (Flórida), com representantes do governo de Donald Trump para abordar o plano americano sobre o fim da guerra com a Rússia.
Por outro lado, o aumento das tensões militares entre Estados Unidos e Venezuela também poderia afetar os preços do petróleo, pois Caracas “fornece 1,1 milhão de barris diários de cru, principalmente para a China”, segundo o chefe de análise geopolítica da Rystad Energy, Jorge Leon.
Por enquanto, a presença de risco geopolítico segue influenciando os preços, enquanto a continuação dos conflitos poderia impactar o fornecimento negativamente.
Paralelamente, “os operadores esperam um acordo da demanda de combustível para calefação devido às temperaturas particularmente baixas nos Estados Unidos”, assinalou Phil Flynn, o que impulsiona os preços da commodity.
“Este fim de semana fará muito frio das planícies do norte até o nordeste, com várias frentes frias que anunciam a chegada de massas de ar ártico”, alertou o Serviço Meteorológico Nacional americano (NWS).
Esta onda de frio poderia “aumentar o risco de congelamento nas zonas de produção”, acrescenta Flynn, o que afetaria a oferta.