Os preços do petróleo oscilaram nesta segunda-feira, 18, e fecharam em alta, influenciados por notícias sobre o conflito no Oriente Médio.
O barril de Brent do Mar do Norte para entrega em julho fechou a US$ 112,10 (+2,6%), enquanto o West Texas Intermediate (WTI) americano para entrega em junho avançou 3,07%, a US$ 108,66 por barril. “O mercado evolui no ritmo da atualidade”, disse o diretor da divisão de futuros da Mizuho USA, Robert Yawger, à AFP.
O repique no fechamento ocorreu após a publicação de um artigo no site Axios, segundo o qual os Estados Unidos consideram insuficientes a última proposta de acordo do Irã, o que reavivou os temores de uma nova escalada do conflito.
Os preços tinham caído após a publicação de um artigo da agência de notícias iraniana Tasnim, que reportou uma proposta americana de suspensão das sanções petroleiras contra o Irã.
Isto teria gerado expectativas de um alívio na escassez imediata de abastecimento, explicou o analista sênior de mercado do The Price Futures Group, Phil Flynn.
As reservas comerciais de petróleo estão diminuindo “muito rapidamente”, afetadas pelas consequências da guerra, advertiu, nesta segunda-feira, o diretor-executivo da Agência Internacional da Energia (IEA), Fatih Birol, à margem da reunião de ministros das Finanças do G7, em Paris.
A liberação das reservas estratégicas de petróleo permitiu, até agora, conter o forte aumento dos preços, destacou o analista-chefe da Global Risk Management, Arne Lohmann Rasmussen.
Mas, “os Estados Unidos não poderão seguir aumentando suas exportações durante muito mais tempo”, e a China, que tinha reduzido suas importações, “poderia voltar a importar mais petróleo”, disse o analista.
Agence France-Presse

