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Petróleo fecha em leve baixa, atento à situação no Oriente Médio

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Os preços do petróleo fecharam em leve baixa nesta quinta-feira, 16, em um mercado atento à situação no Oriente Médio, onde os ataques entre Estados Unidos e Irã se mantêm.

As hostilidades foram retomadas em 7 de julho, após ataques contra embarcações no Golfo, atribuídos a Teerã. Os ataques realizados não têm precedentes desde o cessar-fogo de abril e minam os esforços diplomáticos para pôr um fim definitivo ao conflito.

No entanto, os preços do petróleo se mantiveram estáveis nos últimos dias, depois da alta significativa da segunda-feira, 13, após as ameaças de Donald Trump de assumir o controle do Estreito de Ormuz.

O preço do barril de Brent do Mar do Norte para entrega em setembro recuou 0,85% nesta quinta-feira, a US$ 84,23. Seu equivalente americano, o West Texas Intermediate (WTI), para entrega em agosto, baixou 0,82%, para US$ 78,95 por barril.

“Enquanto a campanha de bombardeios dos Estados Unidos evitar impactar diretamente as infraestruturas petrolíferas iranianas”, o conflito parece “se tornar parte da rotina e ser mais ou menos ignorado. Até que chegue o momento em que isso não seja mais possível”, avalia o analista da PVM Energy, John Evans.

“Pareceria que está em andamento uma fase de consolidação” dos preços, afirma, por sua vez, o analista de mercado sênior da Trade Nation, David Morrison. “Os investidores que apostaram na alta poderiam estar tomando fôlego”.

Apesar da retomada dos confrontos militares, os analistas da JP Morgan estimam que “as duas partes buscarão negociar em vez de embarcar em um confronto prolongado”.

O Paquistão, mediador dos diálogos, instou os dois países, nesta quinta-feira, a pôr “fim à violência e retomar as negociações” no marco do protocolo de acordo, assinado em meados de junho.

Os operadores também estão de olho no tráfego marítimo no Estreito de Ormuz, por onde antes da guerra transitava um quinto do petróleo e do gás natural liquefeito do planeta.

A empresa de monitoramento marítimo Kpler, consultada pela AFP, registrou, na quarta-feira, nove navios transportando matérias-primas frente a 13 na terça-feira.

Agence France-Presse

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