POR DENTRO DA USINA

POR DENTRO DA USINA BIOSEV ENCERRA SAFRA 2017/18 COM A MAIOR MOAGEM DOS ÚLTIMOS SETE ANOS

A Biosev encerrou a safra 2017/18 com moagem de 32,7 milhões de t, o maior volume dos últimos sete anos e 3,6% superior ao realizado na safra passada, em que foi registrada moagem de 31,5 milhões de t. Somente a unidade Santa Elisa responde por 6 milhões de t do total alcançando também um volume recorde de moagem. A produção, medida pelo ATR Total, cresceu 3,5% e totalizou 4,2 milhões de t nos 12 meses da safra, enquanto o ATR Cana permaneceu em linha com a safra anterior e fechou o período em 128,9 kg/t.

Outra marca de destaque é a elevação da taxa de utilização de capacidade para 89,7%, o que representa mais 3,1 pontos percentuais em relação ao valor registrado na safra passada. Na área agrícola, a melhoria da produtividade no campo, incluindo a implementação de novo modelo de plantio, contribuiu para a formação de um canavial mais jovem, com longevidade aumentada, reduzindo a taxa de renovação dos canaviais para as próximas safras.

Na área industrial, a empresa tem investido em um eficiente programa de manutenção com o intuito de elevar ainda mais a confiabilidade dos equipamentos e acelerar também a evolução dos processos industriais. Como resultado, nos últimos sete anos, a produção, medida pelo ATR Total cresceu 15,4%. “Os resultados refletem os avanços do nosso projeto empresarial que tem como estratégia o desenvolvimento de canaviais de alta qualidade combinado a unidades industriais de alta confiabilidade operacional e eficiência de processos, ao menor custo de produção”, explica Rui Chammas, presidente da Biosev.

JUSTIÇA AUTORIZA ARRENDAMENTO DE USINA

O Tribunal de Justiça de Alagoas (TJ-AL) autorizou o arrendamento da Usina Guaxuma, da massa falida da Laginha Agroindustrial (do grupo João Lyra) para a Usina Coruripe, do Grupo Tércio Wanderley e pela Impacto Energia. Com o arrendamento, a usina voltará a operar por um período previsto de, no mínimo, 11 anos.

“O negócio jurídico proporcionará inúmeros benefícios para a massa falida e para os credores, permitindo, após a retomada das atividades, a geração de emprego e renda e o desenvolvimento socioeconômico da região”, afirmaram os juízes Leandro Folly, José Eduardo Nobre Carlos, Marcella Pontes e Phillippe Alcântara, responsáveis pelo processo, em nota.

A Usina Guaxuma é uma das três que compõem a massa falida da Lagina. A unidade tem capacidade de processar até 1,8 milhão de t de cana por safra e é considerada a mais produtiva.

USINA DO CENTRO-SUL PODE VOLTAR A MOER CANA NOS PRÓXIMOS MESES

Localizada em Campos dos Goytacazes, no Rio de Janeiro, a Usina Canabrava deve voltar a produzir na safra sucroalcooleira atual depois de passar para o comando de uma associação formada por um grupo asiático e outro brasileiro. O grupo de empresários já estaria, inclusive, discutindo as bases de um acordo para priorizar o pagamento do passivo trabalhista e de contratos com antigos fornecedores de cana, que também estão em atraso.

O compromisso seria a base de entendimento no processo de recuperação judicial da indústria, que acredita em uma safra promissora para a economia regional, principalmente depois das chuvas de março. A projeção é que só a Canabrava gere um total de 1.500 empregos durante seis meses, com fluxo de renda salarial estimado em R$ 20 milhões no mesmo período.

Segundo o site da empresa, além das vagas geradas no período de safra, um total de 2 mil empregos indiretos seriam gerados pelas atividades da usina, contribuindo para o desenvolvimento socioeconômico de São Francisco de Itabapoana, São João da Barra, Quissamã, além de Campos. Com a cotação do açúcar desvalorizado no mercado internacional, o setor deve priorizar a produção de etanol, que está com preço competitivo em função dos recentes reajustes da gasolina, e de projetos do governo federal para fomentar a indústria de cana no país.

CLEALCO BUSCA NOVOS INVESTIDORES

Sete meses após reestruturar uma dívida de R$ 1 bilhão com bancos credores, o grupo sucroalcooleiro Clealco, dono de três usinas em São Paulo, está procurando investidores que possam injetar capital na companhia, seja por meio de uma participação minoritária, majoritária ou mesmo da venda total das usinas, afirmou o CEO da companhia, Alberto Pedrosa. O executivo disse que não há um prazo para realizar uma transação e que a busca por um investidor ocorre de forma “serena”. Mas admitiu que, diante do atual cenário de baixos preços do açúcar, a companhia está se preparando para continuar sua operação e que só uma capitalização permitirá retomar o ritmo de expansão e de investimentos industriais.

Para a safra 2018/19, a Clealco planeja moer 7,5 milhões de t de cana, ante 8 milhões de t no ciclo 2017/18. Após a renegociação das dívidas com os bancos no ano passado, os sócios da Clealco decidiram não colocar mais recursos na companhia. A busca por investidores está sendo realizada pelos bancos Santander e Itaú BBA. Segundo uma fonte, a venda das usinas de Clementina e Queiroz pode levantar entre R$ 400 milhões e R$ 500 milhões, dada a capacidade de moagem de cada uma, de 3,5 milhões de t de cana por safra e 4,5 milhões de t de cana, respectivamente.

Pedrosa afirmou, porém, que não há um valor mínimo que a empresa pretende levantar com uma capitalização. Ele disse que a usina de Penápolis, cujas atividades foram suspensas em meados de 2017, atraiu “vários interessados”, mas não deu detalhes. A unidade tem capacidade de moer até 2 milhões de t de cana e não deve operar na safra 2018/19 por causa da falta de cana na região.