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Porto de Santos bate recorde histórico em cargas em 2024 e açúcar é destaque

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Exportações de açúcar tiveram uma alta de 17,8% em relação a 2024

O Porto de Santos encerrou o ano de 2024 com um marco histórico na movimentação de cargas, atingindo 179,8 milhões de toneladas no acumulado de janeiro a dezembro. O volume representa um aumento de 3,8% em relação ao mesmo período de 2023 e consolida o maior resultado anual da história do complexo portuário.

O presidente da Autoridade Portuária de Santos (APS), Anderson Pomini, celebrando o excelente desempenho anual, disse que “este recorde histórico reforça a importância estratégica do Porto de Santos para o Brasil. Alcançamos resultados extraordinários graças à eficiência das operações, aos investimentos em infraestrutura e ao empenho de todos os envolvidos. O crescimento expressivo em diferentes segmentos, como contêineres, agronegócio e combustíveis, demonstra nossa capacidade de adaptação às demandas do mercado global. Este é um marco que nos motiva a buscar ainda mais avanços em 2025.”

Os embarques do porto totalizaram 131,3 milhões de toneladas, 1,0% acima do registrado no ano anterior, enquanto as descargas alcançaram 48,5 milhões de toneladas, um salto expressivo de 12,1%.

A movimentação de contêineres foi um dos principais destaques, ultrapassando, pela primeira vez, a marca de 5 milhões de TEU (unidade equivalente a um contêiner de 20 pés), fechou 2024 com 5,4 milhões de TEU movimentados – um crescimento de 14,7%.

No segmento de granéis sólidos (90,7 milhões de toneladas), o açúcar brilhou com 27,0 milhões de toneladas movimentadas, representando um aumento de 17,8% em relação a 2023. Já as exportações de soja em grãos chegaram a 27,8 milhões de toneladas, enquanto o milho registrou 15,9 milhões de toneladas. Outros produtos como farelo de soja (+2,5%), café em grãos (+41,2%) e carnes (+31,5%) também tiveram desempenhos notáveis.

Os granéis líquidos somaram 19,6 milhões de toneladas, 1,2% acima de 2023, registrando a maior marca histórica para o segmento. Destaque para o aumento na movimentação de gasolina (+48,2%) e óleo diesel e gasóleo (+25,8%).

Já o segmento de carga geral solta totalizou 9,6 milhões de toneladas, alta de 9,3%, com a celulose liderando as movimentações, alcançando 8,1 milhões de toneladas (+11,3%).

O fluxo de navios também apresentou crescimento, com 5.557 embarcações passando pelo Porto de Santos, um aumento de 1,9%.

Corrente Comercial Brasileira

O Porto de Santos manteve sua relevância na corrente comercial brasileira, ampliando sua participação de 28,5% para 29,0% em 2024, movimentando US$ 174,43 bilhões. A China permaneceu como o principal parceiro comercial, representando 27% das transações, enquanto o Estado de São Paulo respondeu por 53,7% das operações internacionais.

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Campanha reforça ações integradas com foco em segurança, meio ambiente e eficiência operacional A Raízen anunciou o lançamento de sua estratégia integrada de prevenção e combate a incêndios para a safra 2026/27, diante da aproximação do período seco e da possibilidade de eventos climáticos extremos. A iniciativa, que passa a vigorar a partir de maio, é estruturada por meio da campanha “Quem Ama a Terra, Não Chama o Fogo” e tem como base a integração entre segurança, preservação ambiental e eficiência operacional. A companhia informa que o tema permanece como prioridade para a nova safra, com investimentos direcionados a pessoas, tecnologias e equipamentos. A campanha reúne diversas frentes de atuação coordenadas, incluindo plano de mídia, realização de carreatas e blitz educativas, ações pedagógicas em escolas, iniciativas de relações públicas e reforço da comunicação interna. De acordo com Hamilton Jordão, gerente corporativo de Operações Agrícolas da Raízen, a antecipação do período seco tem exigido intensificação das ações preventivas. Segundo ele, a prevenção de incêndios é tratada como um dos pilares das práticas no campo, com integração entre eficiência operacional e relacionamento com as comunidades do entorno. A estrutura de resposta a incêndios da companhia inclui monitoramento 24 horas com uso de satélites, sensores e softwares de inteligência, além de previsões meteorológicas e treinamentos de brigadas. Para a safra 2026/27, teve início a instalação de câmeras de alta precisão na unidade Barra, que utilizam inteligência artificial para prever e mitigar riscos antes mesmo do surgimento de focos de incêndio. O trabalho preventivo abrange o monitoramento de mais de 430 mil hectares de cana-de-açúcar. Segundo Jordão, a segurança da comunidade e a integridade das operações demandam atuação conjunta entre equipes, parceiros e sociedade, com foco na continuidade e sustentabilidade das atividades. Para a campanha deste ano, a Raízen contará com uma frota de 238 veículos de brigada, sendo 206 caminhões-pipa e 32 Veículos de Intervenção Rápida (VIR), além de um contingente de mais de 600 brigadistas dedicados e cerca de 1.300 colaboradores treinados para suporte. A companhia também atua em parceria com Corpo de Bombeiros, polícias Rodoviária e Ambiental, prefeituras, associações, fornecedores de cana e empresas parceiras, promovendo treinamentos e campanhas educativas com foco na prevenção de incêndios. Como parte das ações de combate, a Raízen disponibiliza a Central Contra Incêndios pelo telefone 0800 770 22 33, canal voltado ao reporte imediato de ocorrências em canaviais, além da orientação para acionamento do Corpo de Bombeiros pelo número 193. Entre os principais fatores que contribuem para o surgimento e a propagação de incêndios estão o descarte de bitucas de cigarro em estradas, fogueiras, soltura de balões, rituais religiosos em áreas abertas, limpeza de terrenos em regiões próximas a cidades e rodovias, além de incêndios criminosos. Condições climáticas como tempo seco, altas temperaturas e ventos intensos também ampliam o risco de propagação do fogo. Em relação às práticas agrícolas, a empresa destaca que atua em conformidade com o “Protocolo Agroambiental – Etanol Mais Verde” e informa que não utiliza o fogo em nenhuma etapa de seus processos. A queima da palha da cana-de-açúcar foi eliminada há anos nas áreas de atuação da companhia, com adoção exclusiva de colheita mecanizada, sem envolvimento com focos de incêndio ou práticas de queimadas em suas operações no campo.

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