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O preço médio do etanol hidratado no Brasil recuou na semana entre 21 e 27 de novembro, segundo levantamento da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) compilado pelo Estadão/Broadcast.

É o primeiro recuo nacional numa semana desde a última semana de julho. Desde então, foram 16 avanços semanais consecutivos, enquanto o combustível era impulsionado pela escassez de cana-de-açúcar e pela valorização do petróleo, que elevava também os preços da gasolina na bomba.

Agora, a queda acontece devido à baixa do petróleo pelo agravamento dos casos de covid-19 na Europa, à possibilidade de fraca recuperação econômica global e à liberação de reservas dos EUA, além de rumores sobre mudanças no imposto de importação do etanol no Brasil.

A desvalorização semanal foi de 0,35%, de R$ 5,414 para R$ 5,395 o litro. Na semana, o preço médio subiu em dez Estados e caiu em 14 e no Distrito Federal. A cotação ficou estável em Pernambuco, e não houve levantamento no Amapá.

Em São Paulo, principal Estado produtor, consumidor e com mais postos de combustíveis avaliados, a cotação média do etanol hidratado ficou em R$ 5,220 o litro, queda de 0,63% ante a semana anterior.

O preço mínimo registrado na semana para o etanol em um posto foi de R$ 4,399 o litro, em São Paulo, e o menor preço médio estadual, de R$ 5,046, foi registrado na Paraíba. O preço máximo, de R$ 7,899 o litro, foi verificado em um posto do Rio Grande do Sul. O maior preço médio estadual também foi o do Rio Grande do Sul, de R$ 7,050.

Na comparação mensal, o preço médio do biocombustível no País subiu 10,67%. O Estado com maior alta no período foi Mato Grosso, onde o litro subiu 12,34% no mês. Na apuração semanal, a maior alta de preço foi observada em Goiás, com avanço de 3,35%, para R$ 5,490 o litro.

Gasolina é mais competitiva que etanol em todo o País

Apesar da queda no preço médio do biocombustível na última semana, a gasolina foi mais competitiva que o etanol em todos os Estados e no Distrito Federal, mostra o levantamento da ANP compilado pelo Estadão/Broadcast. Os critérios consideram que o etanol tenha um preço limite de 70% do derivado de petróleo nos postos para ser considerado vantajoso. Na média dos postos pesquisados no País, o etanol está com paridade de 79,95% ante a gasolina.

O Estado mais próximo da paridade de 70% é Goiás, em 75,71%. São Paulo, principal produtor e consumidor do biocombustível, tem paridade em 81,31%.

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