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Preços agrícolas tem queda em julho com queda de 0,04%

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Apesar da queda dos preços agrícolas de 0,04%, sete produtos agrícolas registraram alta, como foi o caso da cana-de-açúcar

Redação RPAnews – O índice que mede a variação dos preços recebidos pelos agricultores paulistas (IqPR) fechou o mês de julho com pequena baixa de 0,04%. Este número encerra um ciclo de cinco semanas de alta, de acordo com a Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, por meio do Instituto de Economia Agrícola (IEA/Apta).

Dos 19 produtos que compõem o índice, apenas sete apresentaram alta de preços no período: amendoim (4,81%), laranja para indústria (4,52%) e café (2,29%), cana-de-açúcar (1,78%), carne bovina (1,69%), trigo (1,02%) e milho (0,32%).

No caso do amendoim, problemas climáticos que reduziram a produtividade da safra/2019, acrescentados à redução dos estoques com as festas de junho que interferiram na oferta, aumentaram os preços recebidos por seus produtores no último mês. Destaca-se que os valores atuais da saca de 25 kg estão 28,11% maiores do que em julho de 2018, afirmam Danton Leonel de Camargo Bini e Eder Pinatti, pesquisadores do IEA.

Dentre os 12 produtos que reduziram seus preços, tiveram maior variação: tomate para mesa (26,65%), batata (14,59%) e feijão (7,38%).

Acumulado dos últimos 12 meses

No período de agosto de 2018 a julho de2019, o IqPR ficou em 15,78%, sendo que os produtos de origem vegetal subiram 17,48% enquanto os de origem animal tiveram variação um pouco menor: 11,59%.

Comparando o IqPR com o Índice de Preços Pagos (IPP), também calculado pelo IEA, e que apresenta um termômetro dos custos de produção agropecuários no Estado de São Paulo, observamos uma variação positiva de 8,55% no período.

Contudo, individualmente, 11 culturas, ao terem acúmulos de preços positivos abaixo do IPP ou negativos, dão indicativos de que obtiveram retornos contraproducentes, como é o caso do algodão (-23,44%), trigo (-15,10%), soja (-6,18%), banana nanica (-4,9%), arroz (-4,18%), café (-3,98%), milho (+1,89%) e cana-de-açúcar (+7,78%), entre outros.

Com informações da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo

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