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Preços do açúcar pressionados pela fraqueza do petróleo bruto e do real brasileiro

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Os preços do açúcar encerraram a sexta-feira em baixa, com o contrato negociado em Nova York registrando o menor nível em duas semanas e meia. A desvalorização do petróleo bruto e do real brasileiro exerceu forte pressão sobre o mercado. O barril do WTI despencou mais de 4%, atingindo a mínima em cinco meses, enquanto o real caiu para o menor valor em dois meses frente ao dólar.

O contrato de açúcar bruto com vencimento em março de 2026 fechou em queda de 0,16 centavo de dólar, ou 1%, a 16,10 centavos de dólar por libra-peso, depois de registrar uma mínima de duas semanas, de 15,97 centavos de dólar por libra-peso. Com isso, o mercado perdeu 2,2% na semana. Por sua vez, o contrato mais ativo do açúcar branco caiu 0,2%, para US$ 450,40 por tonelada.

A queda no petróleo reduz os preços do etanol e pode levar as usinas a direcionar uma parcela maior da moagem de cana para a produção de açúcar, ampliando a oferta global do adoçante. Já a desvalorização do real tende a incentivar as exportações brasileiras, uma vez que aumenta a rentabilidade das vendas externas.

O mercado já vinha operando em terreno negativo, com o açúcar branco negociado em Londres atingindo, na quinta-feira, a mínima em quatro anos no contrato mais próximo. A pressão aumentou após relatório divulgado pela Covrig Analytics na terça-feira, que projetou um excedente global de açúcar de 4,1 milhões de toneladas para a temporada 2025/26.

Nos últimos sete meses, o açúcar acumula forte desvalorização, com Nova York registrando, no mês passado, o menor patamar em quatro anos e meio. O movimento reflete as expectativas de maior produção no Brasil. Segundo dados da Unica, a produção de açúcar do Centro-Sul na primeira quinzena de setembro aumentou 15,7% em relação ao mesmo período do ano passado, totalizando 3,622 milhões de toneladas. Além disso, a fatia da cana direcionada à fabricação de açúcar na segunda quinzena de agosto subiu para 53,49%, ante 47,74% no mesmo intervalo de 2024.

Apesar disso, o volume acumulado de produção do Centro-Sul na safra 2025/26 até meados de setembro apresenta leve queda de 0,1% em comparação ao ciclo anterior, somando 30,388 milhões de toneladas.

Com informações da Barchart
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