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Primeiro dia do Cana Summit 2026 antecipa debates decisivos para o setor sucroenergético

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Ribeirão Preto (SP) recebe a 3ª edição do encontro com lideranças e produtores para discutir temas estratégicos da atividade canavieira; programação termina na quinta-feira

Com foco em temas prioritários para a produção de cana-de-açúcar, o primeiro dia do Cana Summit 2026 antecipou discussões sobre cenários geopolíticos, mercado e desafios enfrentados no campo. Promovido pela ORPLANA – Organização de Associações de Produtores de Cana do Brasil, o evento foi realizado nesta quarta-feira (15), em Ribeirão Preto (SP), no Taiwan Centro de Eventos – Salão Esmeralda, com representantes do poder público e agentes da produção.

Ao longo do primeiro dia, foram realizados cinco painéis voltados à realidade do produtor. O debate “Etanol, Petróleo, Geopolítica e COP-30 – Reflexos para o Produtor de Cana” reuniu Antônio Cabrera Mano Filho, ex-ministro da Agricultura e Reforma Agrária; Caio Carvalho, vice-presidente da Abag e diretor da Canaplan; e Samanta Pineda, advogada de Direito Ambiental e sócia da Pineda & Krahn, para discutir os efeitos do cenário internacional de energia sobre a canavicultura.

“O conflito entre Estados Unidos e Irã envolve duas questões centrais: a preocupação com o programa nuclear iraniano e a disputa pelo fluxo de petróleo. Em 2025, mais de 80% do petróleo e 90% do gás do Golfo foram destinados à Ásia. Esse cenário traz um peso geopolítico relevante ao Estreito de Ormuz e influencia o sistema energético global”, afirmou Carvalho. Ele citou análises de especialistas internacionais para destacar que a crise atual altera a dinâmica do sistema energético global. Segundo Carvalho, o Brasil está bem posicionado para liderar a transição energética, mas é preciso execução. Ainda assim, mesmo diante de um cenário geopolítico mais complexo, esse movimento aponta para a valorização do canavial.

Futuro da atividade

Já o painel “O Futuro da Cana – Da Produção ao Mercado” contou com Guilherme Nastari, diretor da DATAGRO; Jaime Finguerut, diretor do Instituto de Tecnologia Canavieira (ITC); e Walter Maccheroni, assessor de Tecnologia Industrial e Gestor de Inovação da Usina São Martinho. A moderação foi de José Guilherme Nogueira, CEO da ORPLANA. A discussão abordou como fatores produtivos e dinâmicas de mercado devem influenciar os próximos movimentos da cana no Brasil, o que aprimorou a compreensão sobre os caminhos da cultura diante das transformações em curso.

Durante o debate, Nogueira reforçou a permanência da cultura no cenário produtivo e a necessidade de adaptação às transformações que vêm ocorrendo. “Trouxemos essa discussão para refletir e apoiar a decisão de seguir na atividade, porque a cana-de-açúcar não vai acabar. O milho é competitivo e deve avançar junto com a gente, as usinas caminham para biorrefinarias com pesquisa e investimento, e a cana segue evoluindo, com base tecnológica e potencial para avançar ainda mais”, concluiu.

A programação do primeiro dia incluiu ainda os painéis “Panorama da Produção de Cana – Escala, Produção e Origem”; “O Produtor em Evolução”; e “Onde a Cana-de-Açúcar entra no Mapa do Capital?”, que ampliaram o debate sobre diferentes dimensões da cadeia sucroenergética.

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Episódio 32: Manutenção de mancais: como evitar falhas e paradas durante a safra?

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