Governador de São Paulo fez alerta durante evento do setor sucroenergético em Ribeirão Preto (SP)
O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), cobrou avanços no uso do etanol no Brasil como forma de minimizar os efeitos de crises do petróleo, como a provocada pela guerra no Oriente Médio.
“É impressionante, a esta altura do campeonato, a gente ainda estar sofrendo com o choque do petróleo. A gente poderia estar muito mais avançado, porque toda a tecnologia do etanol foi desenvolvida aqui. Eu me pergunto se a gente está fazendo o nosso dever de casa, se a gente está redirecionando nossa indústria para a direção correta, porque a questão dos biocombustíveis, da transição energética é uma vocação grande. Temos muito a ensinar e não era para a gente estar apanhando em termos de choque do petróleo como estamos apanhando agora”, afirmou.
O alerta foi feito durante participação no Cana Summit, realizado na manhã desta quarta-feira (15), em Ribeirão Preto, com a presença de autoridades e representantes do setor sucroenergético.
Nos últimos dias, o governo federal anunciou medidas para tentar conter o aumento dos preços dos combustíveis em meio ao conflito no Oriente Médio. Entre elas, está o aumento da fiscalização sobre distribuidoras beneficiadas com subsídios ao óleo diesel, anunciado na terça-feira (14).
A iniciativa se soma a outras ações já divulgadas, como a redução de impostos federais, subsídios ao diesel, acordo com a maior parte dos estados para apoio financeiro aos importadores do combustível e medidas voltadas ao gás de cozinha e ao querosene de aviação. Também foram anunciadas linhas de crédito para setores afetados e reforço na fiscalização para evitar abusos nos preços.
Durante o evento, o governador também comentou as expectativas para a Agrishow, considerada a maior feira de tecnologia para o agronegócio do país, que será realizada entre 27 de abril e 1º de maio, em Ribeirão Preto.
Segundo ele, um dos focos da edição deste ano será a expansão de máquinas agrícolas movidas a biocombustíveis, diante das dificuldades de importação de diesel.
“No ano passado a gente já viu várias máquinas que são motorizadas com etanol, caminhões com biometano. Neste ano, a gente vai ter mais novidades. São máquinas de biocombustíveis, diesel mais etanol”, afirmou.

