Prioridade, segundo Atvos, é pagar fornecedores e parceiros agrícolas

Natália Cherubin

O plano de recuperação judicial da Atvos aprovado ontem, 20, pelos credores em Assembleia Geral, especifica condições de pagamentos para as diversas classes de créditos devidos pela empresa. E a prioridade será o pagamento dos créditos de fornecedores e parceiros agrícolas.

Segundo a companhia, os pagamentos serão realizados em parcela única, no prazo de 90 dias (para os credores que optarem por receber até R$ 50 mil), ou em três parcelas anuais com primeiro pagamento um ano após a homologação do plano, que foi aprovado ontem, 20.

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“As dívidas trabalhistas não foram reestruturadas, de modo que não se submeterão ao plano de recuperação judicial e serão regularmente quitadas conforme suas datas de vencimento”, afirmou a Atvos.

Com a transferência de 46% da dívida das unidades operacionais, a alavancagem da empresa deverá ser reduzida de seis para cerca de três vezes o valor da dívida líquida em relação ao seu EBITDA. Segundo a Atvos, essa realocação engloba os valores devidos às instituições financeiras que representam 97% do total da dívida.

“Os 54% da dívida que permanecem nas unidades operacionais terão o primeiro pagamento de juros em junho de 2022 e o primeiro pagamento de principal em dezembro de 2022 com taxa de juros de 115% do CDI”, afirmou a companhia.

Além disso, o plano da RJ ainda inclui algumas garantias adicionais aos credores financeiros. Para aqueles que optarem pela conversão de parte de suas dívidas em debêntures com direito a dividendos futuros, os títulos a serem recebidos terão alienação fiduciária de ações da Atvos e dos principais ativos da companhia e cessão fiduciária de dividendos.

Segundo a companhia, os credores financeiros com garantias poderão converter 46% de suas dívidas nessas debêntures, enquanto os financeiros sem garantia poderão realizar a conversão de 61% das dívidas.

“Essa opção será oferecida aos credores extraconcursais que resolverem aderir ao plano, com possibilidade de converter 20% das dívidas”, afirma a Atvos em comunicado.