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Produção de etanol de milho avança 30% nesta safra

Imagem/Ilustrativa: RPAnews
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Na primeira metade de dezembro, a fabricação de etanol pelas unidades do Centro-Sul atingiu 764,53 milhões de litros, sendo 498,56 milhões de litros de etanol hidratado (-28,18%) e 265,97 milhões de litros de etanol anidro (-24,30%). Segundo o último levantamento da Unica (União da Indústria da Cana-de-açúcar e Bioenergia) divulgada na última semana de dezembro, no acumulado do atual ciclo agrícola, a fabricação do biocombustível totalizou 31,93 bilhões de litros (+3,26%), sendo 20,34 bilhões de etanol hidratado (+10,29%) e 11,59 bilhões de anidro (-7,13%).

Do total de etanol obtido na primeira quinzena de dezembro, 50% foram fabricados a partir do milho, registrando produção de 379,16 milhões de litros neste ano, contra 281,09 milhões de litros no mesmo período do ciclo 2023/2024 – aumento de 34,89%. No acumulado desde o início da safra, a produção de etanol de milho atingiu 5,63 bilhões de litros – avanço de 30,01% na comparação com igual período do ano passado.

Vendas de etanol

Na primeira quinzena de dezembro, as vendas de etanol totalizaram 1,38 bilhão de litros, o que representa uma variação negativa de 4,15% em relação ao mesmo período da safra 2023/2024.

No mercado interno, o volume de etanol hidratado vendido pelas unidades do Centro-Sul totalizou 854,40 milhões de litros, o que representa uma queda de 8,00% em relação ao mesmo período da safra anterior. A venda de etanol anidro, por sua vez, atingiu a marca de 498,22 milhões de litros, avanço de 4,91%.

No acumulado desde o início da safra até 16 de dezembro, a venda de etanol pelas unidades do Centro-Sul somou 25,22 bilhões de litros, registrando crescimento de 12,03%. O volume acumulado de etanol hidratado comercializado totalizou 16,30 bilhões de litros (+21,77%), enquanto o de anidro alcançou 8,92 bilhões de litros (-2,27%).

O diretor de Inteligência Setorial da Unica, Luciano Rodrigues, esclareceu que “a despeito da menor moagem, a oferta de etanol foi sustentada pelo mix de produção mais alcooleiro, pelo avanço na produção de etanol de milho, pela redução nas exportações do biocombustível e pelo estoque de passagem superior ao patamar histórico no início do ciclo agrícola”.

“A quantidade de etanol em estoque e a produção que ainda será realizada até março de 2025 oferecem segurança para o abastecimento do mercado interno, mesmo considerando a competitividade atual do hidratado e o consequente crescimento nas vendas do produto”, concluiu o executivo.

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