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Programa de gestão de ativos da Tereos soma R$ 3,6 milhões em economias diretas

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Tereos afirma que aposta em manutenção contínua e preditiva, além de utilizar rastreabilidade digital para reduzir paradas e aumentar a eficiência

Com custos pressionados, maior exigência por produtividade e janelas de safra cada vez mais críticas, a eficiência operacional deixou de ser apenas um tema de manutenção para se tornar um fator de competitividade no agronegócio.

Nesse contexto, a Tereos relata que vem transformando sua gestão de ativos em “uma alavanca para tornar a operação mais previsível e robusta” durante a safra. Segundo a empresa, por meio de um programa estratégico, foi possível integrar rotinas de manutenção contínua de equipamentos, monitoramento por condição e digitalização de controles para reduzir falhas e acelerar decisões no dia a dia da operação.

Na prática, ainda de acordo com a Tereos, o programa atua em pontos que determinam o ritmo da safra: disponibilidade de equipamentos, qualidade de insumos críticos e rastreabilidade de componentes. Com a maturidade da iniciativa, a companhia estima redução de R$ 1,1 milhão no orçamento associado ao tema.

“Um dos pilares é a manutenção linear, que substitui a concentração de intervenções na entressafra por uma execução distribuída ao longo do ano”, afirma a empresa, que explica: “A mudança aumenta a previsibilidade do plano, reduz a necessidade de mão de obra sazonal e diminui a dependência de terceiros, permitindo antecipar intervenções, melhorar o aproveitamento da vida útil dos equipamentos e reduzir riscos de indisponibilidade em momentos críticos”.

Outra frente visando a confiabilidade da frota é a gestão de óleo diesel, estruturada com filtragem dedicada, monitoramento contínuo e análises laboratoriais. Neste caso, a Tereos calcula um potencial de economia de até R$ 1,65 milhão no período analisado.

Para a empresa, trata-se de um “movimento relevante em um insumo que impacta diretamente performance, confiabilidade e custo total da operação”.

Com mais de 80 milhões de litros de diesel filtrado e controle sistemático de contaminantes, a iniciativa registrou redução de 55% de partículas contaminantes e contribuiu para a queda de 5% no custo de manutenção do sistema de combustível entre as safras 2024/25 e 2025/26.

A estratégia de prevenção também avançou com a manutenção preditiva das colhedoras de cana, por meio do monitoramento de sistemas críticos para atuar antes da falha, reduzindo paradas não programadas e aumentando a previsibilidade do trabalho em campo.

Na safra 2025/26, segundo a companhia, o projeto gerou mais de R$ 1,6 milhão em economia em comparação ao ciclo 2024/25. O valor está relacionado aos itens do sistema hidráulico e material rodante, sendo apoiado por rotinas estruturadas de inspeções e recomendações técnicas.

“Dentro do nosso planejamento agrícola, esse programa de gestão de ativos é uma alavanca essencial para chegar à safra com a frota mais preparada e previsível”, afirma o diretor de operações agroindustriais da Tereos, Everton Carpanezi.

Ele reforça: “Ao antecipar intervenções, monitorar componentes críticos e padronizar rotinas ao longo do ano, reduzimos paradas não programadas, encurtamos o tempo de máquina inoperante e aumentamos a disponibilidade dos equipamentos quando a operação mais exige. Na prática, isso torna a safra mais efetiva, com maior produtividade e segurança de execução do início ao fim”.

Complementando as frentes de confiabilidade e controle, a companhia implantou um sistema digital de gerenciamento de pneus, para substituir controles fragmentados e fortalecer rastreabilidade e planejamento.

Segundo a Tereos, a iniciativa elevou o controle sobre um parque de aproximadamente 30 mil pneus, reduzindo divergências entre a posição física e o registro sistêmico. “A digitalização e a padronização dos processos permitiram capturar cerca de R$ 400 mil em economia direta, além de ganhos associados ao melhor aproveitamento do ciclo das peças”, calcula.

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Episódio 32: Manutenção de mancais: como evitar falhas e paradas durante a safra?

Episódio 31: Como aumentar a confiabilidade dos acionamentos mecânicos nas usinas?

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