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A Raízen já vendeu a produção de etanol de segunda geração de plantas futuras para os próximos sete, nove anos, afirmou o CEO da companhia, Ricardo Mussa durante sua participação na 21ª Conferência Internacional Datagro sobre Açúcar e Etanol.

“Obtivemos prêmios fantásticos (em relação ao biocombustível de primeira geração), principalmente para mercados europeu e americano”, disse ele no evento, realizado na última segunda-feira (25).

“Conseguimos vender produção de plantas futuras para os próximos sete a nove anos. O mercado é muito demandado e é um produto que somente nós temos”, completou o CEO da companhia.

Dois mercados que pedem o produto são o dos Estados Unidos e o europeu, disse Mussa. “Os EUA dão valor à tecnologia, e o etanol 2G é classificado como avançado, então ele tem um prêmio na casa dos 70%. É o que paga o equivalente deles ao Crédito de Descarbonização (CBIO)”, disso.

Já na Europa, afirma Mussa, “o foco é mais na procedência — se vem do resíduo ou da planta -, porque o europeu se preocupa com a competição entre alimentos de biocombustível”. “Então ele quer um produto que vem de resíduo, como o etanol de segunda geração”, detalha.

Segundo o executivo, a Raízen está bem posicionada para produzir etanol 2G porque tem um grande volume da biomassa disponível, investiu em tecnologia proprietária, e porque o custo de uma planta de etanol de segunda geração integrada a uma usina já existente é muito mais baixo.

“São três pontos importantíssimos. É difícil encontrar outros players no mundo que façam o que fazemos hoje.” Antes da Raízen, disse Mussa, já haviam feito esse tipo de etanol em laboratório, “mas nunca em larga escala, escala industrial”.

Por: Alisson Henrique

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