Home Últimas Notícias Revisão da NR15 pode punir agro e não protege trabalhador, diz Feplana no MTE
Últimas Notícias

Revisão da NR15 pode punir agro e não protege trabalhador, diz Feplana no MTE

Foto/Divulgação: MPT-MS
Compartilhar

O Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) tem consultado os setores sociais e produtivos sobre mudanças no Anexo III da Norma Regulamentadora (NR 15), que trata dos Limites de Tolerância para Exposição ao Calor, inclusive nas lavoras de cana-de-açúcar, o que pode onerar os custos do trabalho agro e sem a busca da causa e efetiva proteção da saúde do trabalhador.

A iniciativa foi questionada pela Federação dos Plantadores de Cana do Brasil (Feplana) em reunião no MTE, em Brasília, com o secretário executivo, Luís Felipe, na semana passada. “Não se melhora a saúde do trabalhador pagando uma indenização. Precisa se procurar a causa. O calor é natural. Não é a culpa do setor. E existe a adaptação humana ao clima da região onde se vive. Nos canaviais do NE, por exemplo, onde o corte é manual devido ao relevo e não existe máquina para o corte, o trabalho exposto ao calor acontece há séculos, sem correlação de morte pela atividade” disse o presidente da Feplana, Paulo Leal, durante reunião.

Portanto, concluiu Leal, sem o Ministério do Trabalho apresentar laudos técnicos específicos e estudos mais aprofundados a respeito, é incoerente atribuir tal insalubridade proposta nesta nova revisão da NR15, e, muito menos que um ato idenizatório protegerá saúde do trabalhador. A Feplana, inclusive, já apresentou essa posição na consulta pública que o MTE está fazendo sobre o assunto.

MTE precisa considerar trabalho agro e calor a partir do clima local

No próximo dia 28, a Feplana apresentará na reunião da comissão um parecer técnico jurídico onde, em caso de se provar haver a necessidade de fazer qualquer revisão, evoca que seja considerado uma regionalização dos limites de exposição ao calor, com base no artigo 253 da CLT (Lei do Trabalho).

Todavia, para o advogado trabalhista Filipe Brito, que representa a Feplana no Instituto Pensar Agro (IPA), instituição que dá suporte técnico à Frente Parlamentar Agropecuária (FPA), esse debate deveria ser tratado no Congresso Nacional, dada a não conclusividade de dados científicos apresentados até o momento.

O fato concreto, destaca a jurista, é que não há registros de mortes por exaustão térmica nos últimos 20 anos no Brasil. “Portanto, a revisão da NR 15 não será fácil e que o caminho mais viável para enfrentar essa questão deveria ser uma abordagem legislativa”, reafirma Brito, com a concordância de Paulo Leal, presidente da Feplana.

Compartilhar

Episódio 26: Manejo de plantas daninhas em cana: por que começar antes faz toda a diferença?

Episódio 25: Bioenergia sem limites: o futuro da cana além do açúcar e do etanol

Enviamos diariamente um boletim informativo com destaques do setor bioenergético 

Artigo Relacionado
Últimas Notícias

Governo, no momento adequado, saberá como implementar lei da reciprocidade, diz Alckmin

Executivo anunciou que haverá recalibragem do chamado plano Brasil Soberano, que prevê...

Últimas NotíciasDestaque

Cocal amplia moagem para 8,6 milhões de t, mas lucro cai 48,5% na safra 2025/26

Companhia registra recuperação da produtividade agrícola, amplia a produção de etanol e...

Últimas Notícias

Moody’s rebaixa Cosan após crise na Raízen e mantém perspectiva negativa

Decisão foi influenciada pelos impactos da reestruturação da Raízen e redução nos...

Últimas NotíciasDestaque

Portugal e Brasil buscam investidores para usinas de combustíveis sustentáveis

Portugal e o Brasil estão buscando atrair investidores brasileiros para construir uma...