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Safra 2022/23 deve ter recuperação de 5,67% na moagem de cana; Confira as projeções

Colheita cana-de-açúcar (Foto/Ilustração)
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A safra 2022/23 deve apresentar uma recuperação no que se refere a moagem e quantidade de ATR por tonelada de cana-de-açúcar, ambos muito prejudicados pelas adversidades climáticas observadas ao longo de 2021.

De acordo com estudo do Pecege, a moagem poderá atingir 550,41 milhões de t de cana, uma alta de 5,67% se comparada com a estimativa da safra anterior – 2021/22, que em novembro foi de 520,9 milhões de t.

“O aumento desses fatores devem sustentar uma maior produção de açúcar e etanol durante a próxima safra, com o mix de etanol do setor apresentando um avanço marginal em relação ao que devemos observar em 2021/22”, afirma o estudo do Pecege.

Açúcar tem redução de 4%

Após registrar um recuo nas cotações durante o mês de dezembro, o açúcar negociado no mercado internacional inicia o ano de 2022 com novas reduções, de acordo com o Pecege. Durante a primeira quinzena de janeiro, o produto acumula uma queda de quase 4% sobre a cotação registrada no final de 2021.

A curva futura do açúcar sugere produto abaixo dos ¢US$ 18 na safra 2022/23. “Os contratos com vencimento para março e maio de 2022 estão sendo negociados a ¢US 18,24 e ¢US 17,97, respectivamente. Para fins de comparação, os mesmos contratos em dezembro de 2021 eram negociados a ¢US$ 19,64 e ¢US$ 19,26”, afirma em relatório.

Entre os fatores determinantes para o recuo de preços neste mercado, podemos citar as boas perspectivas quanto a produção do adoçante no Brasil, Índia e Tailândia, garantindo uma boa oferta do produto durante o primeiro semestre de 2022.

A diminuição de preços no mercado externo, no entanto, não deve ser o suficiente para reduzir os preços negociados do adoçante no mercado doméstico, que seguirão em patamares elevados, principalmente a partir do segundo semestre de 2022.

Etanol deve registrar aumento do seu preço médio

A cotação do Brent no mercado internacional sinaliza que o produto já se recuperou da queda observada em dezembro, quando foi registrado um recuo de 8,5% em relação ao mês anterior.

Em 2022, até a primeira quinzena de janeiro, o produto apresenta uma alta expressiva no seu preço de mercado, voltando a ser negociado acima dos US$ 83 o barril.

Para o mercado de etanol, podemos esperar um aumento no seu preço médio durante a próxima safra, com a versão anidro do biocombustível sendo negociado em torno de R$ 3,98 e o hidratado próximo de R$ 3,43 o litro.

“Adicionalmente, a elevação da demanda do etanol anidro em relação ao hidratado tem ocasionado um aumento na diferença de preço entre eles. Neste sentido, o prêmio elevado da versão anidro deve seguir estimulando sua produção na próxima safra”, afirma o estudo do Pecege.

Com os preços elevados no mercado de combustíveis, o retorno esperado proporcionado pelo etanol deve superar o açúcar na destinação da matéria prima em 2022/23

ATR ainda terá bom preço, com valorização de 5%

As projeções do Pecege para o preço da cana-de-açúcar apontam para uma valorização próxima de 57% em 2021/22, com o Kg do ATR devendo apresentar um preço de fechamento em torno de R$ 1,2254.

Para a safra 2022/23, poderá haver um aumento menos expressivo em decorrência do recuo de preços esperado no mercado internacional de açúcar. “De acordo com as nossas estimativas, projetamos que o preço acumulado do ATR para a próxima safra oscile em torno de R$ 1,287, devendo apresentar uma valorização na safra de 5%”, afirmam os especialistas em relatório.

Com a valorização observada da matéria-prima do setor na safra 2021/22, o preço
acumulado previsto para março aponta para o maior valor real observado no
últimos 10 anos, com um aumento de 42% acima da inflação na remuneração do
produtor durante o período.

“De acordo com as expectativas de mercado, para a safra 2022/23 devemos ter uma
inflação acumulada em torno de 5,1% durante os meses de 2022 e 2023. Caso este
cenário se confirme, a remuneração real do produtor deve permanecer elevada,
apresentando uma diminuição marginal em relação ao que devemos ter no presente
ciclo agrícola”, afirmam os especialista do Pecege.

Confira o análise completa do Pecege sobre as safras 2021/22 e 2022/23 aqui: https://radarsucroenergetico.com

Por Natália Cherubin

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