Home Destaque Safra 2023/24: produtividade média dos canaviais deve ficar próxima a 80 t/ha
DestaqueÚltimas Notícias

Safra 2023/24: produtividade média dos canaviais deve ficar próxima a 80 t/ha

De acordo com a última previsão do Pecege, a safra 2023/24 deve atingir 587,3 milhões de toneladas, o que significa uma alta de 6,74% em relação a safra que está terminando. (Credito: Natália Cherubin)
Compartilhar

Apesar da melhora na produção, para 2023/24, as expectativas sugerem um recuo 2,85%, no valor do ATR

A melhora do clima e das chuvas que atingiram as principais regiões produtoras de cana-de-açúcar do Centro-Sul ao longo da safra 2022/23, a consequente alta da umidade dos solos, são alguns dos fatores que trarão melhora na produção de cana-de-açúcar da safra 2022/23 que deverá atingir, de acordo com a última previsão o Pecege, 587,3 milhões de toneladas na próxima temporada que inicia em março, o que significa uma alta de 6,74% em relação a safra que está terminando, cuja expectativa é que feche em 550,2 milhões de toneladas.

A maior moagem se deve a alta na produtividade agrícola da cultura, que atingiu uma média de 67,8 t/ha na safra 2021/22, se recuperou na safra 2022/23 para 73,1 t/ha, mas que agora deve dar um salto e retornar a melhores patamares, atingindo 78,5 t/ha, uma alta de 7,30% de acordo com previsão do Pecege.

Mix mais alcooleiro e preços firmes para etanol

Enquanto o TCH sobe, a qualidade da cana-de-açúcar no acumulado da safra terá uma leve queda. Segundo os dados do Pecege, o ATR que deve chegar nesta safra a 140,7 kg/t, deverá atingir 1140,3 kg/t na nova temporada.

O mix de produção, embora continue sendo maior para o etanol, mostra tendência de queda, se comparado com as anteriores. Para 2023/24, a expectativa é de 53,96%  de cana-de-açúcar sendo destinada para a produção de etanol, uma queda de 0,39% em relação a 2022/23, quando o biocombustível teve 54,35% de participação no mix de produção.

A produção de etanol a partir da cana-de-açúcar esperada para a nova temporada é de 27,01 bilhões de t, 5,56% maior do que 2022/23, cuja projeção do Pecege é que feche em 25,59 bilhões de t.

“Apesar da queda observada nos preços do petróleo no último mês, a tendência atual apontada para o inicio de 2023 é de preços firmes sustentados por uma recuperação acima do esperado da
demanda chinesa e por uma limitação na produção do petróleo russo em função do teto de preços. Internamente, o preço do etanol para a próxima safra dependerá da carga tributária que for
definida para os combustíveis durante o período”, disseram os analistas do Pecege.

A produção de açúcar que em 2022/23 deve fechar 33,67 milhões de t, alta de 4,82% em relação a temporada anterior, cresce um pouco mais em 2023/24, para 36,13 milhões de t, alta de 7,31%.

“A cotação do produto seguiu em ascensão durante o último mês, refletindo uma perspectiva de redução na oferta do adoçante para o curto prazo. Quedas nos preços da commodity são esperados somente para meados de 2023, quando devemos ter uma recuperação do superávit
global. Neste contexto, destaca-se o Centro-Sul brasileiro, que deve alcançar uma produção em torno de 36 milhões de t em 2023/24”, disseram os analista do Pecege.

Mercado interno e preço do ATR 2,85%

No mercado doméstico os preços dos açúcares devem ter leve queda na safra 2023/24. O VHP deve atingir uma média de R$102,22 /sc, enquanto o cristal R$ 119,28/sc. Já o preço do anidro no mercado interno deve cair 3,6%, para R$ 2,93 por litro.

Para o produtor de cana-de-açúcar a previsão é de uma leve queda no valor do ATR. A projeção do Pecege para o fechamento para esta safra é de R$ 1,1765 . Para 2023/24 os preços tem uma leve queda e devem fechar em R$ 1,1429.

“O preço da matéria-prima em dezembro se manteve estável, com a valorização do açúcar no período sendo ofuscada pela redução no preço dos biocombustíveis. Para o encerramento da corrente safra, as expectativas são de um preço nominal do ATR muito próximo daquele
observado no ciclo anterior. Já para 2023/24, as expectativas sugerem um preço em torno de R$ 1,1429, o que representaria um recuo 2,85%”, destacam os analistas do Pecege.

Natália Cherubin para RPAnews
Compartilhar

Murchamento: A Nova Ameaça da Cana | DaCana Cast

Episódio 19: Ameaça a produtividade dos canaviais: doenças e nematoides. Como se proteger?

Enviamos diariamente um boletim infortivo com destaques do setor sucroenergético

Artigo Relacionado
Últimas NotíciasDestaque

Moagem no Centro-Sul alcança 600 milhões de t na safra 2025/26, apesar de leve queda anual

Volume acumulado da safra até 1º de janeiro recua 2,28% em relação...

projeto
Últimas Notícias

Brazil Sugarcane leva empresas brasileiras à Bolívia para agenda técnica e comercial

Missão inclui visitas a usinas e participação no simpósio ATACBOL, de 27...

Últimas NotíciasDestaque

Goiás atrai R$ 1,4 bilhão do BNDES e reforça liderança na produção de biocombustíveis

Goiás consolidou em 2025 sua posição como um dos principais polos de...

Últimas Notícias

Produção recorde da Índia reforça viés baixista do açúcar no mercado global

Avanço produtivo indiano em 2025/26 se soma à oferta robusta do Brasil...