Companhia prevê crescimento de 10,7% no ATR produzido e CAPEX de R$ 2,9 bilhões, impulsionado pela expansão agrícola e pela segunda fase do projeto de milho
A São Martinho projetou moagem recorde de aproximadamente 23,65 milhões de toneladas de cana-de-açúcar para a safra 2026/27, avanço de 7,9% frente ao ciclo anterior. De acordo com fato relevante divulgado pela companhia nesta segunda-feira, 25, a expectativa é produzir 3,370 milhões de toneladas de ATR, crescimento de 10,7% em relação à safra 2025/26, sustentado pela recuperação climática, expansão agrícola e investimentos operacionais.
Segundo a companhia, a expectativa de maior disponibilidade de ATR reflete principalmente a normalização das chuvas durante a entressafra, permitindo recuperação e melhor desenvolvimento do canavial. A São Martinho também destacou a expansão da área de colheita após a aquisição parcial dos ativos biológicos da Usina Santa Elisa, além da padronização de melhores práticas agrícolas, investimentos em tratos culturais e uso de variedades genéticas com maior produtividade.
O guidance da companhia ainda prevê ATR médio de 142,5 quilos por tonelada de cana, alta de 2,5% frente ao ciclo anterior.
Operação de milho terá manutenção ampliada na Boa Vista
Na operação de etanol de milho, a companhia estima contribuição de 364,3 mil toneladas de ATR, provenientes do processamento de 495 mil toneladas de milho, redução de 5% na comparação anual. A produção prevista é de aproximadamente 209 mil metros cúbicos de etanol, além de 134 mil toneladas de DDGs e 8 mil toneladas de óleo de milho.
Segundo a São Martinho, a projeção considera níveis de eficiência industrial alinhados aos registrados na safra 2025/26, mas incorpora um período maior de manutenção operacional devido ao cronograma de implementação da segunda fase do projeto de etanol de milho na Unidade Boa Vista.
CAPEX deve atingir R$ 2,9 bilhões
A companhia estima CAPEX total de aproximadamente R$ 2,95 bilhões para a safra 2026/27, crescimento de 5,1% frente à safra anterior.
O CAPEX de manutenção deverá somar cerca de R$ 2 bilhões, alta de 1,3%, refletindo a normalização das atividades de plantio, tratos culturais e manutenção agroindustrial, além da ampliação da área agrícola após a aquisição de ativos biológicos da Santa Elisa.
Já os investimentos em melhoria operacional foram estimados em R$ 149,9 milhões, redução de 11,2% frente ao ciclo anterior, em função do cronograma e da menor necessidade de reposição de frotas agrícolas e industriais.
Os investimentos em modernização e expansão devem alcançar R$ 800 milhões, avanço de 20,7% na comparação anual, impulsionados principalmente pelo cronograma de desembolsos da segunda fase do projeto de etanol de milho aprovado na safra 2025/26.
A companhia ressaltou ainda que as projeções envolvem riscos e incertezas relacionados às condições operacionais, climáticas e de mercado, podendo resultar em números diferentes dos estimados para a safra 2026/27.



