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Setor de biodiesel reforça compromisso com a transição energética em manifesto apresentado na COP 30

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Durante a COP 30, foi divulgado o Manifesto pelo Biodiesel, documento que reafirma o papel do biocombustível na transição energética, ressalta sua capacidade de descarbonizar o transporte em diferentes modais e evidencia seus efeitos positivos sobre a economia e a segurança alimentar. O texto é assinado por ABIOVE, APROBIO e UBRABIO.

Segundo o manifesto, a conferência reforçou que o Brasil é hoje referência nas mais variadas rotas de biocombustíveis. “Está claro que o nosso país é referência a ser seguida em utilização das mais variadas rotas de biocombustíveis”, afirmam as entidades, destacando que a COP 30 trouxe o desafio de priorizar iniciativas reais e de impacto imediato diante do avanço das mudanças climáticas.

O documento relembra que a produção de biodiesel no Brasil completou 20 anos de trajetória, com um parque industrial formado por 58 usinas em 14 estados e capacidade autorizada de 15,6 bilhões de litros por ano — volume suficiente para suprir uma mistura de 22% no diesel. As associações ressaltam que o biocombustível é uma solução disponível e de grande impacto: “Esta é uma solução pronta, de qualidade reconhecida, menor custo de transição e maior impacto ao meio ambiente, capaz de descarbonizar o transporte em todos os modais”.

As entidades reforçam os benefícios ambientais, econômicos e sociais do setor, destacando que o biodiesel reduz emissões de gases de efeito estufa em até 94%, envolve 300 mil agricultores familiares e possui um dos maiores efeitos multiplicadores da economia verde. O manifesto lembra ainda que o uso atual de B15 já reduz a importação de diesel em 674 milhões de litros por ano, evitando gastos de US$ 470 milhões. Desde sua implantação, o biodiesel no Brasil já evitou a emissão de 127 milhões de toneladas de CO₂ equivalente — um volume comparável ao plantio de 930 milhões de árvores.

O documento também enfatiza a relação entre biodiesel e alimentos, reforçando que o setor “impulsiona a cadeia do agronegócio ampliando a oferta de alimentos para o mundo”. Como 75% da matéria-prima utilizada é óleo de soja, o esmagamento do grão gera farelo, principal insumo das rações animais. Em 2023, essa dinâmica reduziu em R$ 3,5 bilhões os custos de produção de proteínas, contribuindo para menor inflação. Para as entidades, “o biodiesel é muito mais que energia”, uma vez que impulsiona renda no campo, gera empregos e reduz poluição.

No encerramento, ABIOVE, APROBIO e UBRABIO reforçam que o Brasil tem em mãos um biocombustível renovável, inclusivo e competitivo. O manifesto defende avançar em políticas públicas que garantam previsibilidade, ampliar o desenvolvimento de matérias-primas, fortalecer sistemas de controle de qualidade e combater desinformação sobre o setor. As entidades concluem que “o biodiesel brasileiro é a força que transforma o presente e garante o futuro”.

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