Home Mercado “Setor público hoje é barreira ao desenvolvimento sustentável do Agro”, diz presidente da Abag
MercadoNegóciosOpinião

“Setor público hoje é barreira ao desenvolvimento sustentável do Agro”, diz presidente da Abag

Raízen mostra bons resultados de programa inédito para fornecedores de cana
Foto/Divulgação (Raízen)
Compartilhar

O Brasil já despertou para a questão da sustentabilidade ambiental e “caminha forte”, nessa direção. Essa é a opinião de Marcello Brito, presidente da Abag (Associação Brasileira do Agronegócio). Para ele, o setor privado e a sociedade acordaram para isso, na questão da necessidade de desenvolvimento mútuo.

No entanto, para Brito, o setor público, em relação à questão, “ficou parado, desnorteado, e não conseguiu acompanhar o desenvolvimento do setor privado. O setor público, hoje, é uma barreira ao desenvolvimento sustentável do agro”, opina.

Foto 1 Marcello Brito presidente Abag Credito Divulgacao - Leia o Gazeta -  Jornal Gazeta RegionalBrito explicou que, atualmente, com tecnologias aplicadas por meio de monitoramento de satélite, é possível, por exemplo, monitorar e depurar qual o papel do agronegócio na degradação da Amazônia.

Sob este aspecto, citou o trabalho de rastreamento de gado realizado pela JBS, a fim de evitar comprar bovinos para abate provenientes de áreas desmatadas ilegalmente. “É o maior programa de rastreabilidade do mundo”, destaca, acrescentando que a Marfrig também sugeriu que vai fazer o rastreamento de toda a cadeia produtiva – desde fazendas de cria, até recria e engorda de bovinos. “Disseram que vai demorar cinco anos, mas vão fazer”, disse.

O representante da Abag citou, entretanto, que, se o governo colaborasse e fizesse parcerias com a iniciativa privada, em no máximo dois anos seria possível rastrear toda a cadeia produtiva pecuária do Brasil, “lembrando que geralmente a pecuária costuma ser o alvo de acusações de desmatamento na Amazônia”, disse.

Para ele, o governo tem o papel fundamental para que isso aconteça: tem o CAR, tem o Sisbov, tem as GPAs, tem o Inpe e tem o Incra. “Se um dia o governo resolver cruzar os dados de todos esses cadastros, consegue a rastreabilidade perfeita da cadeia pecuária do Brasil.”

Para que isso se concretize, porém, Brito observou que “falta maturidade” para unir os três entes (iniciativa privada, sociedade e governo) para resolver isso. “Ou há falta de ferramental e vontade política, e não só do governo.”

Compartilhar

Episódio 32: Manutenção de mancais: como evitar falhas e paradas durante a safra?

Episódio 31: Como aumentar a confiabilidade dos acionamentos mecânicos nas usinas?

Enviamos diariamente um boletim informativo com destaques do setor bioenergético 

Artigo Relacionado
AçúcarMercadoÚltimas Notícias

Açúcar cristal registra maior valorização em cinco semanas no mercado paulista

Menor oferta no Centro-Sul, devido às chuvas, e alta dos preços internacionais...

Últimas NotíciasMercado

Preços do etanol seguem firmes em São Paulo, mesmo com redução nas vendas

Segundo o Cepea, oferta restrita pelas chuvas sustenta as cotações, enquanto condições...

OpiniãoÚltimas Notícias

Fim da escala 6×1: transição de 14 meses exigirá adaptação das empresas

Redução gradual da jornada para 40 horas semanais, sem corte salarial, poderá...