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Setor sucroenergético precisa trabalhar com horizonte estratégico de longo prazo

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O presidente da União da Indústria de Cana-de-Açúcar e Bioenergia (Unica), Evandro Gussi, destacou, nesta terça-feira (16/08), durante a 28ª Fenasucro & Agrocana, em Sertãozinho, interior de São Paulo, a importância de o setor trabalhar com horizonte estratégico de longo prazo.

“Temos que ter em nosso horizonte um posicionamento claro. Precisamos estabelecer uma prateleira de oportunidades para o futuro. E a boa e a má notícia é que essa é uma decisão nossa. O elemento mais fundamental do mercado, que é a demanda por energia de baixo carbono, já está dado. Temos demanda crescente e oferta escalável. O que precisamos é propósito, visão estratégica e muito trabalho. Vamos olhar para a frente e garantir o match desse processo”, afirmou o presidente da Unica.

O futuro do setor também foi tratado pelo presidente de Honra desta edição da feira e presidente do Conselho de Administração da Copersucar, Luis Roberto Pogetti. Na cerimônia de abertura, ele reforçou que o setor tem “a oportunidade de ouro por ter tecnologia e produto disponíveis para atender a dois dos principais desafios globais: alimentação e descarbonização”.

No entanto, afirmou Pogetti, ainda há muito trabalho a ser feito. “Só vamos conseguir explorar esse futuro se a gente tiver produtividade. Temos que produzir mais, com menos recursos. Temos que dobrar a nossa produtividade em 15, 20 anos”, disse.

Geração de bioeletricidade foi homenageada

Outro tema em destaque no evento foi a geração de bioeletricidade. Nesta quarta-feira (17), foram homenageadas 61 usinas, dez comercializadoras de energia elétrica e cinco consumidores, detentores do Certificado e do Selo Energia Verde. A homenagem ocorreu durante o Seminário de Bioeletricidade UNICA/CEISEBR.

O Programa de Certificação da Bioeletricidade Energia Verde foi criado em 2015 pela Unica, em parceria com a Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE) e a Associação Brasileira dos Comercializadores de Energia (ABRACEEL), que emitem o Certificado e o Selo Energia Verde. O Certificado Energia Verde é concedido a usinas sucroenergéticas; já o Selo Energia Verde pode ser solicitado e concedido a consumidores no mercado livre e comercializadoras que adquiram bioeletricidade das usinas detentoras do Certificado Energia Verde, desde que atendam aos critérios estabelecidos nas Diretrizes Gerais do Programa.

“Criamos o primeiro projeto do mundo focado na produção de energia estritamente a partir da biomassa da cana-de-açúcar, e estamos muito satisfeitos em ver como geradores e comercializadoras de energia elétrica ampliam o portfólio de fontes renováveis e de baixa pegada de carbono para atender à demanda pelo consumo responsável”, comentou o gerente de Bioeletricidade da Unica, Zilmar de Souza.

Ao longo de 2022, as 61 unidades detentoras do Certificado Energia Verde devem produzir mais de 11 mil GWh, sendo 65% exportados para a rede e o restante (35%) destinado ao autoconsumo das usinas sucroenergéticas. Trata-se de uma geração renovável equivalente a quase 40% da geração da Usina Belo Monte em 2021 ou a atender mais de 6 milhões de unidades consumidoras residenciais, além de evitar a emissão estimada de 4,2 milhões tCO2, marca que somente seria atingida com o cultivo de 30 milhões de árvores nativas ao longo de 20 anos.

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Ep. 21: O futuro do setor sucroenergético | Perspectiva para Safra 2026/27

Episódio 20: Murchamento: A Nova Ameaça da Cana | DaCana Cast

Enviamos diariamente um boletim informativo com destaques do setor bioenergético 

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