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Tecnologia agiliza testes com base em norma da ISO para vestimentas protetivas agrícolas ou EPI

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Máquina importada da Alemanha reduz em 90 dias o tempo de realização de estudos de conformidade, até há pouco feitos apenas em laboratórios europeus

Com investimento acima de R$ 200 mil, o programa IAC-Quepia de Qualidade de Equipamentos de Proteção Individual na Agricultura acaba de instalar em sua sede, na cidade de Jundiaí (SP), uma máquina de última geração modelo Electrolux Wascator Fom 77 CLS. O equipamento, possivelmente único do Brasil, permitirá aplicar testes da norma ISO 6330/2012 em matérias-primas utilizadas na fabricação de vestimentas protetivas agrícolas ou EPI agrícolas, empregados no manejo de agroquímicos.

De acordo com o coordenador do programa IAC-Quepia, o pesquisador Hamilton Ramos, a nova máquina, descrita como uma lavadora de categoria profissional, automatizada e desenvolvida especificamente para uso em laboratórios, trará ganhos em qualidade, agilidade e uma representativa redução de custos na execução das lavagens de amostras de EPI agrícolas prescritas pela norma ISO 6330/2012.

Máquina Quepia Eletrolux (Foto:Divulgação)

“Até há pouco, enviávamos do Brasil a laboratórios europeus as amostras de tecidos, para realização da lavagem padronizada pela ISO. Quando esses materiais retornavam, visando à qualificação, por equivalência de resultados, ante à lavagem anteriormente feita no laboratório do Quepia, decorriam noventa dias”, diz Ramos.

“Até a chegada da nova máquina, fazíamos tais lavagens em lavadoras básicas, processos que levavam em média 75 minutos. Agora, as operações ocorrem em apenas vinte minutos. Se considerarmos que um EPI é lavado por trinta vezes antes de submetido a ensaios, o ganho aproximado no preparo das amostras, o ‘grande gargalo’ do método, será de 27 horas”, acrescenta ele.

Mais proteção

O novo equipamento, acrescenta Ramos, também aumenta significativamente a capacidade do laboratório do Quepia, sobretudo no sentido de atender demandas de fabricantes brasileiros de EPI agrícolas. Tais empresas, em geral, procuram o programa com vistas a obter o Selo de Qualidade IAC para produtos do gênero. Única certificação do tipo com relevância no País, o selo é percebido no mercado como um aval de qualidade e segurança.

“Em diferentes circunstâncias práticas em nível de campo, os EPI constituem uma barreira estratégica de proteção do trabalhador aplicador de agroquímicos. A boa ou a má qualidade de um produto como esse definirá se o profissional em atividade numa lavoura estará mais ou menos seguro”, esclarece Ramos.

O pesquisador ressalta ainda que o programa IAC-Quepia resulta da uma parceria público-privada gerida pelo Centro de Engenharia e Automação (CEA), do Instituto Agronômico (IAC), órgão da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo. Conforme Ramos, no último ano, em torno de R$ 500 mil foram investidos no laboratório do IAC-Quepia. O centro de pesquisas voltado a EPI agrícolas se prepara agora para receber a certificação ISO 17025 (sistema de gestão).

Perto de completar 16 anos, o programa IAC-Quepia ajudou a reduzir reprovações de vestimentas agrícolas protetivas brasileiras de 80%, em 2010, para menos de 20%. “Houve um ganho enorme nesse período. O programa fortaleceu a proteção do trabalhador rural e contribuiu para o Ministério de Trabalho extinguir, em 2009, o Certificado de Aprovação (CA) por responsabilidade. Esta medida obrigou a indústria a buscar certificações de qualidade com base em normas da ISO.”

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