Home Últimas Notícias Tensões entre EUA e Irã levam preços do petróleo ao maior nível em seis meses
Últimas Notícias

Tensões entre EUA e Irã levam preços do petróleo ao maior nível em seis meses

Compartilhar

As cotações do petróleo alcançaram nesta quinta-feira, 19, seu nível mais alto em seis meses, com o aumento das tensões entre Estados Unidos e Irã, que ameaça resultar em uma intervenção militar de Washington.

O preço do barril de tipo Brent, negociado em Londres para entrega em abril, subiu 1,86%, para US$ 71,66, após alcançar US$ 72,01 durante o pregão, seu nível mais alto desde o fim de julho de 2025.

Seu equivalente no mercado americano, o barril de tipo West Texas Intermediate, cujos contratos vencem em março, avançou 1,9%, para US$ 66,43, após atingir um pico de US$ 66,88, um recorde desde agosto.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou nesta quinta que vai esperar dez dias para decidir se um acordo com o Irã é possível, advertindo que, caso contrário, “coisas ruins” vão acontecer.

Na quarta-feira, Washington já havia advertido o Irã de que seria “sensato” chegar a um acordo. “Há muitas razões e argumentos a favor de um ataque contra o Irã”, declarou a secretária de imprensa da Casa Branca, Karoline Leavitt.

O Irã, por sua vez, defendeu seu “direito” a enriquecer urânio para fins civis, incluindo a energia.

“As ameaças crescentes de uma possível intervenção militar contra o Irã trouxeram uma volatilidade significativa nos mercados energéticos mundiais”, observou o analista sênior de mercado do Price Futures Group, Phil Flynn.

Os Estados Unidos mobilizaram uma força de ataque naval e aérea significativa no Oriente Médio, uma demonstração de força que poderia abrir caminho para uma campanha de ataques contra o Irã.

“O temor de interrupções no fornecimento, especialmente no Estreito de Ormuz, gerou um prêmio de risco nos preços do petróleo”, acrescentou Flynn.

Uma escalada militar na região representa um risco para as instalações petrolíferas do Irã, um dos dez principais produtores de petróleo do mundo, mas, sobretudo, corre o risco de paralisar o Estreito de Ormuz, por onde passa 20% do petróleo mundial.

Os preços também sofreram influência nesta quinta-feira da queda inesperada dos estoques comerciais de petróleo nos Estados Unidos na semana passada, segundo os dados publicados hoje pela Administração de Informação Energética dos Estados Unidos (EIA, na sigla em inglês).

Durante o período de sete dias encerrado em 13 de fevereiro, os estoques tiveram uma redução de 9 milhões de barris, enquanto, por outro lado, os analistas esperavam um aumento de cerca de 1,6 milhão de barris, segundo a mediana de um consenso reunido pela Bloomberg.

De acordo com a EIA, a quantidade de produtos entregues ao mercado americano, um indicador implícito da demanda, também cresceu, em 2,56%.

Agence France-Presse

Compartilhar
Artigo Relacionado
Últimas Notícias

Usinas da Delta alcançam maior nota de eficiência ambiental no RenovaBio

Unidades de biodiesel de Cuiabá e Rio Brilhante poderão emitir 229 mil...

Últimas Notícias

Flávio: Vamos ter que discutir a quantidade de etanol na gasolina após mudanças

Em julho, o governo federal elevou de 30% para 32% o porcentual...

Últimas NotíciasDestaque

Coruripe aumenta moagem em 7% e produtividade em 17,4% na safra 2026/27

Companhia processou 6,45 milhões de toneladas de cana até julho e ampliou...

Últimas Notícias

Brasil importa menos fertilizantes, mas gastos sobem 7,3% em 2026

Compras externas recuaram para 22,4 milhões de toneladas até julho, enquanto desembolso...