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UE quer aumentar para 2,2% uso de biocombustíveis até 2030

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O comitê de energia do Parlamento Europeu acaba de aprovar a revisão da Diretiva de Energias Renováveis, que traz, entre outras medidas, a previsão de aumentar a parcela de biocombustíveis avançados e biometano no transporte para pelo menos 0,5% até 2025 e 2,2% até 2030.

O texto ainda prevê uma meta intermediária de aumento do uso de combustíveis renováveis de origem não biológica, como é o caso do hidrogênio, para pelo menos 2,6%, e introduz um mecanismo de crédito para incentivar a oferta de eletricidade renovável nos postos públicos de carregamento de veículos elétricos.

No transporte aéreo, de acordo com a publicação da Agência EPBR, a proposta é que, até 2050, 85% de todo o combustível de aviação nos aeroportos da UE seja sustentável, feito a partir de óleo de cozinha usado, combustível sintético ou mesmo o hidrogênio. O objetivo é alcançar uma redução de 16% nas emissões de gases de efeito estufa (GEE) no setor de transportes.

No geral, a diretiva aumenta para 45% a meta de participação de energias renováveis na matriz do bloco até 2030 e visa uma economia maior do consumo, com redução de pelo menos 40% no consumo final de energia.

Além do cenário de emergência climática, o bloco quer aumentar o uso de energia renovável como saída para acabar com a dependência do gás russo. A UE está lutando para se preparar para novos cortes no fornecimento de gás russo e, segundo reportagem da Reuters, vai divulgar um plano na próxima semana sobre como os países poderiam lidar com o inverno caso a Rússia interrompa as entregas.

Além da previsão de aumento de biocombustíveis avançados, como diesel verde, a reformulação da diretiva, conhecida como RED III, classifica a soja como uma matéria-prima com alto risco de causar mudanças no uso da terra e exige que os estados-membros estabeleçam uma meta indicativa para tecnologias inovadoras de pelo menos 5% da capacidade de energia renovável recém-instalada.

A votação das reformas pelo parlamento está prevista para setembro. O texto, que funciona como a posição do parlamento para negociar com os Estados-Membros, apoia a proposta da Comissão Europeia de zerar as emissões rodoviárias até 2035, em relação a 2021 (válido para os veículos novos).

Informações da Agência EPBR

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