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Usina Da Mata acopla engordador de linhas em colhedora de cana

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A Usina Da Mata, localizada em Valparaíso, SP, desde a safra 2019/20 faz o uso do dispositivo engordador de linhas. A unidade optou por acoplar o equipamento não a uma carregadora, mas sim a uma colhedora que seria “aposentada”.

“Desmontamos toda a colhedora, elevadores, parte hidráulica e ficou somente o cockpit, as esteiras e as mangueiras para rodar a bomba do engordador. Trabalhamos no ano passado todo com ela e posso dizer que tivemos um ótimo resultado, tanto é que a estamos montando uma segunda colhedora acoplada e quero montar mais duas para rodar na próxima safra 2021/22”, afirma Newton Chucri, superintendente da Usina Da Mata.

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A Usina Da Mata acopla o dispositivo em colhedoras de cana que seriam aposentadas

A opção por acoplar em colhedoras, de acordo com ele, é que a máquina tem custo zero. “O motor rodando para transportar o próprio peso, não havendo esforço da parte hidráulica, não tem coisa melhor. É um equipamento obsoleto e depreciado, que pode ser usado para esta finalidade sem custo. Além disso, o operador trabalha em maior conforto dentro da cabine da colhedora.”

A ideia da Usina Da Mata é começar a fazer, além de engorda das ruas de cana, o trabalho nos bicos de talhão, na abertura de eitos, evitando o pisoteio que normalmente acontece quanto é preciso abrir ruas.

“Em ruas de 5, 10 a 15 metros, a gente vai e faz os bicos com a engordadora, o que faz com que a colhedora ganhe mais performance, pois ela perde muito tempo fazendo manobras”, adiciona Chucri.

Apesar de não ter sido possível mensurar a redução de custos em seu CT, o superintendente da Da Mata afirma que a máquina com o dispositivo engordador consome apenas 0,24 litros de diesel por tonelada carregada.

“Isso é o que nós mensuramos com três conjuntos de caixotes que analisamos. Ela consumiu um determinado volume de diesel e calculamos quantos caminhões foram carregados, assim, chegando neste número. O resultado foi muito efetivo porque demos rendimento para a nossa colhedora a um custo de 0,24 litros por t. E esse ano, como vamos aumentar o uso deste dispositivo, teremos como fazer uma mensuração mais efetiva sobre custos”, completa Chucri.

Os dispositivos vêm sendo usados utilizados também, de acordo com Felix de Castro, diretor da FCN Tecnologias, por unidades de grandes grupos sucroenergéticos tais como Atvos, Grupo Santa Terezinha, BPBunge, Cevasa, etc. Ao todo temos ao redor de uma centena de dispositivos espalhados em 07 estados brasileiros e no exterior.

De acordo com ele todos têm, por motivos conjunturais ou estruturais algumas áreas com canaviais de baixa produtividade.

“Todos têm canaviais de quarto e quinto cortes com TCH que demandariam adensamento para redução de custos de CT. Gastar uma hora e meia a duas horas para preencher um conjunto de transbordo inviabiliza a atividade. É possível melhorar muito os custos destas operações com o uso de tecnologias como esta. O setor está se sensibilizando para a necessidade desta operação. Temos recebido um sem número de solicitações de propostas para prestação de serviços, arrendamento mercantil e aquisição destes tipos de equipamentos”, salienta Castro.

Por Natália Cherubin

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