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Usina São José da Estiva recebe engenheiros para estudar melhorias na conectividade

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A Usina São José da Estiva, localizada na cidade de Novo Horizonte, interior de São Paulo, recebeu a visita de três engenheiros, vindos dos Estados Unidos e Austrália, com o objetivo de analisar e estudar possíveis melhorias no sistema de conexão da empresa, especificamente o que é utilizado no setor Agrícola.

Os profissionais são da empresa fornecedora dos sistemas de tecnologia embarcada nas colhedoras e transbordos da Estiva, a Topcon. Com eles estavam também representantes da Coopercitrus e Agrosure, fornecedores para a Estiva.

Matheus Igami, líder de Geotecnologia, conta que os sistemas usados atualmente, em que as máquinas se comunicam por sinal UHF, também conhecido como RTK, com uma torre chamada de “marco zero”, sofrem com a instabilidade do sinal. “Nossa maior dificuldade é a conectividade, pois temos oscilação de sinal, o que causa algumas quedas na comunicação entre as máquinas e o marco zero”, detalha.

Segundo Matheus, toda as áreas de cana-de-açúcar têm sua localização referenciada por latitude e longitude, informadas às máquinas que operam nas lavouras, o que permite mais eficiência, seja no plantio ou colheita, por exemplo. “Quando o sinal cai, a operação passa a ser feita pelo operador. No sistema de GPS, a margem de erro é de três centímetros, no manual pode chegar até 40cm”, explicou.

Outro ponto destacado por Matheus é a questão da cintilação ionosférica, fenômeno natural quando ocorrem explosões solares que liberam energia, interferindo nos sistemas de georeferenciamento, afetando equipamentos que usam o GPS, inclusive aviões e telefones. “Isso ocorre com mais força a cada sete anos e temos expectativa de maior dificuldade em 2024”, apontou Matheus.

A visita dos técnicos teve como objetivo estreitar o relacionamento e avaliar a possibilidade de atualizações que possam minimizar as dificuldades de conexão. “Estamos otimistas com o que poderá surgir neste sentido”, disse Matheus.

Enquanto os engenheiros estudam o que pode ser feito em benefício das lavouras de cana, a Usina Estiva faz a sua parte promovendo a atualização da tecnologia embarcada nas máquinas em operação na Estiva. “Temos mais de 100 máquinas operando no sistema e esta atualização é sempre realizada”, informou Matheus.

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