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Usinas fixam 11 milhões de t de açúcar para a safra 2022/2023

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A oitava estimativa de fixação de preços de açúcar destinados à exportação da safra 2022/23 indica que pouco mais de 1.200.000 toneladas de açúcar foram fixadas durante o mês de outubro a um preço médio de R$ 2,488 por tonelada (conforme gráfico 1), enquanto o real médio do mês se desvalorizou fortemente em relação ao mês de setembro (média de R$ 5,5386 contra R$ 5,2815 em agosto).

De certa forma, o volume fixado não foi tão ruim se levarmos em conta que no mês de outubro o volume de contratos negociados na Bolsa de NY foi o mais baixo desde dezembro de 2020: apenas 1.74 milhão de negócios, uma queda de 46% no volume se comparado com o mês anterior.

A posição em aberto praticamente não mudou. Parece-nos que essa redução extraordinária do volume negociado na bolsa tem a ver com a diminuição dos negócios de açúcar no mercado físico e o possível enxugamento temporário das operações físicas por parte das tradings em função do menor giro e dos efeitos nocivos das chamadas de margem que comprometeram o fluxo de caixa das mesmas.

Com base nos dados do fechamento do pregão de 29 de outubro, o modelo desenvolvido pela Archer Consulting aponta para um volume total de açúcar fixado de 11 milhões de toneladas para a safra 22/23, representando um percentual estimado de 43.25% do total estimado de exportação de açúcar para a safra vindoura.

Em outubro do ano passado o percentual de fixação das usinas para a safra 21/22 era um pouco maior: 45%, como mostra o gráfico 3.

Nosso modelo apurou ainda que o valor médio acumulado de fixação na safra 22/23 até agora é de 16.21 centavos de dólar por libra-peso, sem prêmio de polarização, equivalentes a R$ 2,077 por tonelada FOB Santos, ou R$ 0,9042 por libra-peso, ambas incluindo o prêmio de polarização. Esse valor corresponde a um hidratado de R$ 3,6391 o litro sem impostos, na usina.

Continuamos a sugerir que as usinas fixem preços em reais por tonelada ao longo da safra vinculando o volume fixado a uma compra de call (opção de compra) out-of-the-money (opções fora-do-dinheiro) para aproveitar uma eventual alta dos preços em centavos de dólar por libra-peso.

Os preços obtidos em centavos de real por libra-peso foram os mais altos pelo quinto ano consecutivo, como mostra o gráfico acima.

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