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Zilor faz captação de 300 milhões em debêntures para alongamento de dívidas

A Zilor processou 10,0 milhões de toneladas de cana, um crescimento de 15,9% frente ao mesmo período do ciclo anterior.
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A companhia sucroenergética Zilor, com três unidades produtoras de cana-de-açúcar no Estado de São Paulo, fez a captação de R$ 300 milhões em emissão de debêntures como estratégia de alongamento de dívidas. Conforme Fato Relevante da companhia, a empresa vai usar parte dos recursos para apoiar seus investimentos nas lavouras de cana-de-açúcar.

A quarta emissão de debêntures, incentivadas e não conversíveis, foram intermediadas pelo banco Itaú BBA, e têm prazo de sete anos, carência de quatro anos, e taxa equivalente ao IPCA+7,3%. Com a emissão dos títulos de dívida, o prazo médio das dívidas da Zilor subirá de 3,4 anos para 4,1 anos. Os novos recursos representam agora 10% da dívida total da companhia.

A emissão pública, realizada por sua subsidiária Açucareira Quatá, teve o Itaú BBA como coordenador líder e registro automático, pela resolução CVM 160.

De acordo com Marcos Arruda, diretor financeiro da Zilor para o Globo Rural, a empresa optou por uma emissão de debênture pela “rapidez” do processo em relação a outras operações, como uma emissão de Certificado de Recebíveis do Agronegócio (CRA), por exemplo. “Calculamos que ia ser mais eficiente em condições e na agilidade para operação”, disse o executivo à reportagem.

A Zilor está encerrando a safra 2023/24 com vários recordes industriais, entre eles o de moagem de cana-de-açúcar, que alcançou 11,4 milhões de toneladas, 8% acima da temporada anterior. Apenas na primeira metade da safra, a receita líquida cresceu 3% na comparação anual, para R$ 1,7 bilhão, e o lucro líquido mais do que dobrou, para R$ 436 milhões.

No balanço do segundo trimestre, a Zilor informou que estava “sempre avaliando oportunidades de financiamento de longo prazo e com condições atrativas para financiamento de seus negócios e projetos”.

Nos últimos anos, a companhia vinha focada na redução de sua alavancagem (relação entre dívida líquida e Ebitda), que no fim do segundo trimestre da safra chegou a 1,68 vez, abaixo do patamar de um ano antes.

Mas o esforço para reduzir a alavancagem foi interrompido com a decisão da Zilor de investir na expansão da capacidade de cogeração de energia das usinas São José, em Macatuba (SP) e Barra Grande, em Lençóis Paulista (SP).

A expansão da planta de cogeração da Usina São José foi concluída em abril do ano passado. Já a ampliação da unidade de cogeração da Usina Barra Grande, que deve ser concluída em abril deste ano, afirmou Fabiano Zillo, CEO da companhia, à reportagem. A companhia investiu R$ 422,7 milhões nos projetos de cogeração desde o início da safra até o fim do segundo trimestre.

“A ampliação da cogeração é fundamental para estabilizar a geração de caixa”, argumentou. Em seis meses, a receita com energia elétrica representou 7% da receita do período.

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Episódio 22: Como as tecnologias e a IA impactam as operações agrícolas?

Ep. 21: O futuro do setor sucroenergético | Perspectiva para Safra 2026/27

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