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Zilor registra recorde de 12,7 milhões de t, amplia produção e eleva EBITDA para R$ 1,19 bilhão

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A Zilor encerrou o terceiro trimestre da safra 2025/26 com recorde histórico de moagem no acumulado de nove meses, totalizando 12,7 milhões de toneladas, crescimento de 20,1% na comparação anual, impulsionado pela entrada da Unidade Salto Botelho (USB). No trimestre, foram processadas 2,7 milhões de toneladas, alta de 39%. No período acumulado, a receita líquida somou R$ 2,74 bilhões (+15,4%), o EBITDA ajustado atingiu R$ 1,19 bilhão (+21,8%), com margem de 43,4%, e o lucro líquido foi de R$ 405,5 milhões. Os dados constam no relatório de resultados do 3T26 | 9M26 da safra 25/26 divulgado pela companhia.

Ao avaliar o desempenho operacional, o presidente da Zilor, André Inserra, afirmou que a evolução da safra reflete consistência na execução estratégica mesmo em um ambiente mais desafiador. “A Safra 25/26 vem evoluindo com consistência da estratégia operacional e financeira, mesmo diante de um cenário climático desafiador em algumas regiões e de maior volatilidade nos mercados”, afirmou.

Segundo Inserra, o recorde de moagem demonstra ganhos estruturais da operação. Ele ressaltou que, mesmo desconsiderando a entrada da USB, o crescimento acumulado teria sido de 4,3%. “Alcançamos recorde histórico de moagem, totalizando 12,7 milhões de toneladas de cana, crescimento de 20,1% em relação ao mesmo período da safra anterior”, destacou.

A moagem própria somou 4,76 milhões de toneladas no acumulado (+27,3%), enquanto a cana de terceiros totalizou 7,96 milhões de toneladas (+16,2%). A USB contribuiu com 1,68 milhão de toneladas no período.

No campo agrícola, o TCH acumulado foi de 74,5 toneladas por hectare (-0,4%) e o ATR médio ficou em 137,1 kg por tonelada (-2,8%). No trimestre, o TCH foi de 56,2 ton/ha (-5,2%) e o ATR de 141,3 kg/ton (-5,7%). Inserra explicou que as condições climáticas impactaram especialmente a região de Lençóis Paulista, mas destacou que a diversificação geográfica foi determinante para mitigar riscos. “A diversificação geográfica das unidades foi fundamental para assegurar entregas consistentes e mitigar impactos climáticos localizados”, afirmou.

Ele também ressaltou que os investimentos contínuos na lavoura e o uso de tecnologias foram decisivos para preservar o desempenho agrícola. “Os investimentos contínuos na lavoura, aliados ao uso de tecnologias e à ampliação da fertirrigação, contribuíram para preservar a qualidade do canavial e sustentar níveis de desempenho consistentes ao longo do período”, disse.

Na produção, o açúcar somou 799,3 mil toneladas no acumulado da safra (+16,4%). O açúcar bruto avançou 29,1%, para 514,9 mil toneladas, enquanto o açúcar branco recuou 12,4%, para 213,9 mil toneladas. A produção de Fermentable Sugar atingiu 70,5 mil toneladas (+60,3%). O mix açúcar (sem FS) ficou em 46,5%.

O etanol totalizou 549,1 mil m³ no 9M26, crescimento de 16%, sendo 282,8 mil m³ de anidro (+5,3%) e 266,3 mil m³ de hidratado (+30,1%). Inserra explicou que a companhia ajustou estrategicamente o mix ao longo da safra. “Realizamos ajustes estratégicos no mix de produção, buscando a melhor combinação para os diferentes períodos da safra”, afirmou, acrescentando que a flexibilidade contribuiu para a evolução das receitas e para a melhora do perfil de margens.

A exportação de energia elétrica atingiu 729,8 mil MWh no acumulado (+13,3%), impulsionada pela operação em capacidade máxima do projeto de cogeração na Unidade Barra Grande.

EBITDA bilionário, Capex em expansão e alavancagem em queda

No campo financeiro, o EBITDA ajustado somou R$ 1,19 bilhão no acumulado da safra (+21,8%), com margem de 43,4%. No trimestre, o indicador foi de R$ 338 milhões, com margem de 35,9%. O EBIT ajustado atingiu R$ 461,8 milhões (+31,2%).

Ao comentar os resultados, Inserra destacou a melhora estrutural dos indicadores. “Apresentamos importante evolução dos indicadores financeiros, com crescimento do EBITDA ajustado de 21,8% e ganho de margens, refletindo maior eficiência operacional e disciplina na gestão de custos”, afirmou.

Os investimentos totalizaram R$ 571,4 milhões até dezembro de 2025 (+20,7%), voltados à expansão operacional e modernização. A dívida líquida encerrou o período em R$ 1,78 bilhão (-14,6%), e a alavancagem caiu para 1,35 vez dívida líquida/EBITDA ajustado, ante 1,96 vez no ano anterior.

Segundo o presidente, a companhia segue atenta à solidez financeira. “Encerramos o período com alavancagem de 1,35x e posição de caixa confortável para sustentar nossas operações e investimentos”, declarou, reforçando que a estratégia permanece focada em crescimento sustentável, eficiência operacional e geração de valor de longo prazo.

Natália Cherubin para RPAnews

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Campanha reforça ações integradas com foco em segurança, meio ambiente e eficiência operacional A Raízen anunciou o lançamento de sua estratégia integrada de prevenção e combate a incêndios para a safra 2026/27, diante da aproximação do período seco e da possibilidade de eventos climáticos extremos. A iniciativa, que passa a vigorar a partir de maio, é estruturada por meio da campanha “Quem Ama a Terra, Não Chama o Fogo” e tem como base a integração entre segurança, preservação ambiental e eficiência operacional. A companhia informa que o tema permanece como prioridade para a nova safra, com investimentos direcionados a pessoas, tecnologias e equipamentos. A campanha reúne diversas frentes de atuação coordenadas, incluindo plano de mídia, realização de carreatas e blitz educativas, ações pedagógicas em escolas, iniciativas de relações públicas e reforço da comunicação interna. De acordo com Hamilton Jordão, gerente corporativo de Operações Agrícolas da Raízen, a antecipação do período seco tem exigido intensificação das ações preventivas. Segundo ele, a prevenção de incêndios é tratada como um dos pilares das práticas no campo, com integração entre eficiência operacional e relacionamento com as comunidades do entorno. A estrutura de resposta a incêndios da companhia inclui monitoramento 24 horas com uso de satélites, sensores e softwares de inteligência, além de previsões meteorológicas e treinamentos de brigadas. Para a safra 2026/27, teve início a instalação de câmeras de alta precisão na unidade Barra, que utilizam inteligência artificial para prever e mitigar riscos antes mesmo do surgimento de focos de incêndio. O trabalho preventivo abrange o monitoramento de mais de 430 mil hectares de cana-de-açúcar. Segundo Jordão, a segurança da comunidade e a integridade das operações demandam atuação conjunta entre equipes, parceiros e sociedade, com foco na continuidade e sustentabilidade das atividades. Para a campanha deste ano, a Raízen contará com uma frota de 238 veículos de brigada, sendo 206 caminhões-pipa e 32 Veículos de Intervenção Rápida (VIR), além de um contingente de mais de 600 brigadistas dedicados e cerca de 1.300 colaboradores treinados para suporte. A companhia também atua em parceria com Corpo de Bombeiros, polícias Rodoviária e Ambiental, prefeituras, associações, fornecedores de cana e empresas parceiras, promovendo treinamentos e campanhas educativas com foco na prevenção de incêndios. Como parte das ações de combate, a Raízen disponibiliza a Central Contra Incêndios pelo telefone 0800 770 22 33, canal voltado ao reporte imediato de ocorrências em canaviais, além da orientação para acionamento do Corpo de Bombeiros pelo número 193. Entre os principais fatores que contribuem para o surgimento e a propagação de incêndios estão o descarte de bitucas de cigarro em estradas, fogueiras, soltura de balões, rituais religiosos em áreas abertas, limpeza de terrenos em regiões próximas a cidades e rodovias, além de incêndios criminosos. Condições climáticas como tempo seco, altas temperaturas e ventos intensos também ampliam o risco de propagação do fogo. Em relação às práticas agrícolas, a empresa destaca que atua em conformidade com o “Protocolo Agroambiental – Etanol Mais Verde” e informa que não utiliza o fogo em nenhuma etapa de seus processos. A queima da palha da cana-de-açúcar foi eliminada há anos nas áreas de atuação da companhia, com adoção exclusiva de colheita mecanizada, sem envolvimento com focos de incêndio ou práticas de queimadas em suas operações no campo.

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