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Lula se reuniu com Cosan, Shell e BTG para tratar de crise da Raízen, dizem fontes

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Reunião em Brasília teria ocorrido antes do Carnaval e antecedeu pedido formal de apoio financeiro da companhia, segundo fontes falaram à Bloomberg News; procurados, Planalto e companhias envolvidas não se manifestaram; Petrobras negou participação de sua CEO

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva convocou, nas últimas semanas, uma reunião com executivos de empresas envolvidas nas negociações para resgatar a produtora de açúcar e etanol Raízen, em um sinal de preocupação com as possíveis consequências caso não haja acordo.

Entre as empresas representadas na reunião com Lula estavam os controladores da Raízen: a Cosan e a Shell, juntamente com o Banco BTG Pactual, de acordo com pessoas familiarizadas com o assunto que falaram à Bloomberg News.

Também teriam participado da reunião a diretora executiva da Petrobras, Magda Chambriard, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, e o presidente do banco de desenvolvimento do Brasil, Aloizio Mercadante, disseram as pessoas, pedindo para não serem identificadas ao discutir conversas privadas.

A reunião foi realizada em Brasília antes do feriado de Carnaval e antes da viagem de Lula à Ásia em 18 de fevereiro. Dias depois, a Raízen buscou formalmente o apoio financeiro de seus principais acionistas após ter reportado outro trimestre de prejuízo, em meio a conversas sobre como resolver os problemas de alavancagem e liquidez da empresa.

O gabinete da presidência não fez nenhum comentário imediato. Cosan, Shell, Raízen, o banco de desenvolvimento BNDES e Haddad não quiseram comentar. O BTG não respondeu aos pedidos de comentário. Em um comunicado, a Petrobras disse que Chambriard não participou de nenhuma reunião para discutir a Raízen.

Preocupação crescente

O envolvimento de Lula ressalta a crescente preocupação dentro do governo com as dificuldades financeiras da Raízen em um momento político delicado, com o presidente buscando reforçar a confiança dos investidores e o crescimento econômico enquanto busca a reeleição.

A Raízen é uma das maiores produtoras de açúcar e etanol do mundo e uma peça-chave no setor de biocombustíveis do Brasil, uma indústria central para a agenda de transição energética de Lula.

Na reunião, um dos tópicos discutidos foi a possibilidade de vender alguns ativos estratégicos da Raízen para a Petrobras, disse uma das pessoas. No entanto, a parceria não avançou, pois há propostas alternativas de acionistas da Raízen em andamento.

Em seu comunicado, a Petrobras disse que não está estudando a aquisição dos ativos da Raízen.

A Raízen vem buscando novos financiamentos depois de ter sido pressionada por custos elevados de empréstimos, colheitas mais fracas do que o esperado e uma série de investimentos agressivos que ainda não geraram retornos significativos. Suas classificações de crédito foram rebaixadas nos últimos meses, e seus títulos caíram.

Desde a reunião de Brasília, as negociações se intensificaram, com o BTG e a Shell apresentando propostas e outras conversas realizadas em Londres e São Paulo, disseram as pessoas. As discussões incluíram possíveis injeções de capital e outras medidas destinadas a estabilizar o balanço patrimonial da Raízen.

Separadamente, a Cosan procurou o BNDES, o banco de desenvolvimento dirigido por Mercadante, para buscar apoio financeiro para a Raízen, de acordo com algumas das pessoas.

A proposta está enfrentando resistência dentro do banco de desenvolvimento, disse outra pessoa, com funcionários cautelosos em aumentar a exposição ao grupo à medida que o perfil de crédito da Raízen se deteriora.

Os funcionários da equipe econômica também mencionaram que, antes de o BNDES considerar qualquer tipo de ajuda, a empresa precisa apresentar um plano de capitalização concreto e estruturado.

O BNDES já investiu R$ 409 milhões na oferta de ações da Cosan, parte de um aumento de capital de R$ 10 bilhões apoiado pelo BTG Pactual Holding e pela Perfin Infra no final do ano passado.

Bloomberg| Rachel Gamarski, Martha Beck e Cristiane Lucchesi
Com colaboração de Mariana Durao

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Campanha reforça ações integradas com foco em segurança, meio ambiente e eficiência operacional A Raízen anunciou o lançamento de sua estratégia integrada de prevenção e combate a incêndios para a safra 2026/27, diante da aproximação do período seco e da possibilidade de eventos climáticos extremos. A iniciativa, que passa a vigorar a partir de maio, é estruturada por meio da campanha “Quem Ama a Terra, Não Chama o Fogo” e tem como base a integração entre segurança, preservação ambiental e eficiência operacional. A companhia informa que o tema permanece como prioridade para a nova safra, com investimentos direcionados a pessoas, tecnologias e equipamentos. A campanha reúne diversas frentes de atuação coordenadas, incluindo plano de mídia, realização de carreatas e blitz educativas, ações pedagógicas em escolas, iniciativas de relações públicas e reforço da comunicação interna. De acordo com Hamilton Jordão, gerente corporativo de Operações Agrícolas da Raízen, a antecipação do período seco tem exigido intensificação das ações preventivas. Segundo ele, a prevenção de incêndios é tratada como um dos pilares das práticas no campo, com integração entre eficiência operacional e relacionamento com as comunidades do entorno. A estrutura de resposta a incêndios da companhia inclui monitoramento 24 horas com uso de satélites, sensores e softwares de inteligência, além de previsões meteorológicas e treinamentos de brigadas. Para a safra 2026/27, teve início a instalação de câmeras de alta precisão na unidade Barra, que utilizam inteligência artificial para prever e mitigar riscos antes mesmo do surgimento de focos de incêndio. O trabalho preventivo abrange o monitoramento de mais de 430 mil hectares de cana-de-açúcar. Segundo Jordão, a segurança da comunidade e a integridade das operações demandam atuação conjunta entre equipes, parceiros e sociedade, com foco na continuidade e sustentabilidade das atividades. Para a campanha deste ano, a Raízen contará com uma frota de 238 veículos de brigada, sendo 206 caminhões-pipa e 32 Veículos de Intervenção Rápida (VIR), além de um contingente de mais de 600 brigadistas dedicados e cerca de 1.300 colaboradores treinados para suporte. A companhia também atua em parceria com Corpo de Bombeiros, polícias Rodoviária e Ambiental, prefeituras, associações, fornecedores de cana e empresas parceiras, promovendo treinamentos e campanhas educativas com foco na prevenção de incêndios. Como parte das ações de combate, a Raízen disponibiliza a Central Contra Incêndios pelo telefone 0800 770 22 33, canal voltado ao reporte imediato de ocorrências em canaviais, além da orientação para acionamento do Corpo de Bombeiros pelo número 193. Entre os principais fatores que contribuem para o surgimento e a propagação de incêndios estão o descarte de bitucas de cigarro em estradas, fogueiras, soltura de balões, rituais religiosos em áreas abertas, limpeza de terrenos em regiões próximas a cidades e rodovias, além de incêndios criminosos. Condições climáticas como tempo seco, altas temperaturas e ventos intensos também ampliam o risco de propagação do fogo. Em relação às práticas agrícolas, a empresa destaca que atua em conformidade com o “Protocolo Agroambiental – Etanol Mais Verde” e informa que não utiliza o fogo em nenhuma etapa de seus processos. A queima da palha da cana-de-açúcar foi eliminada há anos nas áreas de atuação da companhia, com adoção exclusiva de colheita mecanizada, sem envolvimento com focos de incêndio ou práticas de queimadas em suas operações no campo.

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